terça-feira, 21 de julho de 2009

Lapada na rachada pra criança... Pode?

Este texto que transcrevo abaixo e de Suzy dos Santos. Esta preciosidade faz parte da Revista Mídia com Democracia, nº 7, de fevereiro de 2008 (apesar de uma data distante, a opinião dela é muito atual). Achei que gostariam de compartilhar... Ah, e detalhe gente, na hora da política suja, do "aparecer", não tem religião nem nada... E não é que nesta cena narrada tinha um vereador evangélico (lógico que adepto aos bons costumes) empolgado com a musiquinha!!!!!!... Veja a letra. Eh meu Deus, falso moralismo ontem, hoje e sempre né? Mas o texto vai além disto, e vale a pena... Na realidade fala da comunicação. Ela fala a certa altura do sistema de comunicações no Brasil que privilegia interesses comerciais em prejuízo ao interesse público... É o toma lá da cá da podridão brasileira...
Aqui vai

Pancadas na identidade cultural:
mídia e interesse público

Pancadinha, pancadinha, pancadinha
Ela gosta de tomar pancadinha
Ela gosta de tomar pancadinha
Eu gosto
Cê gosta
Ela gosta
Ele gosta
Toma, gostosa, lapada na rachada
Você pede e eu te dou lapada na rachada
E aí, tá gostoso? Lapada na rachada
Toma, toma, toma
Vaaaaaaaaai, dá tapinha na bundinha
Vai, que eu sou sua cachorrinha
Vai, fi co muito assanhada, se eu pedir você me dá?
Lapada na rachada

Os trechos das canções Pancadinha, gravada por Os Bambaz,
e Lapada na Rachada, gravada por Saia Rodada, servem de trilha
sonora para uma cena instigante: no domingo de Carnaval deste
ano, às 10h, começava o cortejo infantil do Município de Cairu-
BA. Como é tradição na Bahia, os festejos são puxados por um
“trio” elétrico. Na verdade, uma caminhonete com um palco em
cima, um cantor e um teclado. Nas laterais, a foto de um vereador
evangélico (que já foi chefe de gabinete do prefeito de Cairu) e a
frase “Deus é a minha força”. Ao pé da ladeira, vêm as crianças
em insinuantes coreografi as e os refrões do forró nortista adaptados
ao pagode baiano. Atrás delas, adolescentes e adultos. O
refrão ecoa. “Ela gosta de tomar pancadinha”. Segundo o jornal
local Valença Agora, foi a melhor festa já realizada pela prefeitura
em todos os tempos.
O fenômeno não é restrito ao cenário nordestino. Poderia
ser, por exemplo, em Mandaguaçu, no Paraná; Palestina de Goiás;
Santa Rosa dos Purus, no Acre; ou de São Fidelis, no Rio de Janeiro.
Sexualização da infância, estímulo à violência contra a mulher,
uso eleitoreiro de verbas públicas, clientelismo dos meios de comunicação
e estandardização da cultura popular são corriqueiros
no Brasil. Além disso, quem quer saber desses “não-lugares”? Representam
que capacidade de consumo? O que tem nesses “fi ns
de mundo”? Nada. Ou quase nada.
Não tem ONG de proteção da infância nem Delegacia da
Mulher. Não tem TV a cabo. Não tem MMDS. Não tem 3G, WiFi,
ADSL. Nem cinema nem teatro. Não tem TV digital nem triple
play. E o celular não pega direito, e só uma operadora. Cairu tem
uma rádio comunitária com uma média de nove horas diárias de
programação musical de sucessos comerciais, acesso a três canais
de TV aberta, retransmitidos das redes regionais com base em
Valença e um infocentro, que abre de 9h às 16h nos dias úteis.
Cairu é o Brasil. E o Brasil tem um sistema de comunicações
que privilegia interesses comerciais em prejuízo do interesse público.
Assim, pequenos municípios em regiões inóspitas têm pouco
ou nenhum valor para grandes empresas. E é no acesso à informação
e à cultura que se mostra o isolamento da municipalidade
no País. Dos 5.564 municípios brasileiros, 91% não têm sala de
cinema, 95,7% não têm TV por assinatura, 78,2% não têm estações
de rádio AM, 79,1% não têm salas de espetáculos,
69% não têm livrarias nem instituições
de ensino superior, 48,7% não têm estações de
rádio FM.
É, portanto, na música popular e na televisão
aberta que estruturam as dinâmicas da cultura
cotidiana das maiorias, a construção de imaginários
e identidades. Daí vem a parceria entre
o empresariado nacional de radiodifusão e os
líderes políticos locais. A aliança entre afiliada e
Cabeça-de-Rede tanto garante aos líderes políticos
a oferta de programação – e, conseqüentemente,
a audiência – sem despender muitos recursos quanto a
máquina pública atuando em prol dos radiodifusores.
Esse contexto desmitifica as duas mais freqüentes assertivas
dos produtores culturais brasileiros: a primeira é a da liberdade da
escolha. Aquela que propaga em defesa do conteúdo ofensivo ou
de baixa qualidade a premissa de que o “povo” gosta. A reflexão
de que se dá ao povo o que o povo quer não pode ser excluída
da análise das condições que esse povo tem para escolher. Quais
as diferentes opções em serviços de comunicação, informação e
cultura? O cidadão de Cairu que não concorda em estar com seus
filhos “indo até o chão” ao som de “lapada na rachada” pode fazer
o que em seu entretenimento?
Pode apenas ligar a televisão e alternar três canais. O primeiro
transmite um quadro sobre a fé, do vereador apadrinhado pelo
prefeito. O segundo, um programa de auditório no qual crianças
dublam os sucessos do Carnaval 2008. E o terceiro, uma telenovela
na qual a personagem Victória foi sexualmente atacada e seu
amigo a resgata dizendo “como assim não lembra de nada? Não
lembra nem se gostou ou não? Vamos, vamos tomar um banho
para tirar essa nhaca de sufocador!”.
E é na grade da programação de TV aberta que se apresenta
a fragilidade da segunda assertiva, que tem sido adotada na defesa
dos radiodifusores nacionais contra a entrada do capital internacional
no setor: o lugar estratégico da televisão aberta como construtor
e propagador da identidade nacional. As formas como a
mídia comercial brasileira constitui, defi ne e se apropria da cultura
aparecem permeadas por fl agrantes episódios nocivos aos valores
universais da cidadania. Se a cidadania não pode abrir mão da
igualdade entre membros de um mesmo grupo, é imprescindível
à sociedade brasileira: a) garantir o direito de escolha entre as
diversas tecnologias e serviços de acesso à comunicação, à informação
e à cultura; b) garantir a igualdade de condições de
acesso e produção entre as cidades cosmopolitas e as cidades
interioranas; e, por fim, c) garantir mecanismos de proteção do cidadão contra a cristalização de valores culturais contrários à dignidade humana e à eqüidade informativa.

Suzy dos Santos é professora da Escola e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ, coordenadora do Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia Política da Informação e da Comunicação, tesoureira do capítulo Brasil da União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ah!!!! Meu poeta!!!


Não precisa dizer nada né???? Basta ler o que ele tem a dizer!
Bjunda

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Pituca com crise de Arrigo!!!!!




Final de semana deu uma saudade de outros tempos... Nada de nostalgia desvairada... Rodeada de lembranças ruins, ou chororô... Aliás, só tenho lembranças excelentes!!! O fato é que me deu saudades de algumas coisas, mas sem melancolia. Saudade da boa cultura, tão distante nos dias de hoje!!!! Bem, mas sem nenhum tipo de loucura devaniada dos áureos tempos, aqui registro duas letras de músicas que amo... E que escutei incansavelmente no domingo. Aliás, o disco todo "A Saga de Clara Crocodilo é demais!!!!!!!!!




Clara Crocodilo
Arrigo Barnabé

São paulo, 31 de dezembro de 1999.
Falta pouco, pouco, muito pouco mesmo para oAno 2000 e você,
ouvinte incauto, que noAconchego de seu lar,
rodeado de seus familiares, desafortunadamente colocou este disco na vitrola,
Você que, agora,
Aguarda ansiosamente o espocar da Champanha
e o retinir das taças, você,
Inimigo mortal da angústia e do desespero, esteja preparado... o pesadelo
Começou.
Sim, eu sei, você vai dizer que é
Sua imaginação, que você andou lendo muito gibi ultimamente,
mas então por que suas mãos tremeram, tremeram, tremeram tanto,
quando você acendeu aquele cigarro...
e por que você ficou tão pálido de repente?
Será tudo isto fruto da sua imaginação?
Não, meu amigo, vá ao banheiro agora,
antes que seja tarde demais,
porque neste mero disco que você comprou num sebo,
esteve aprisionado por mais de 20 anos, o perigoso marginal,
O delinqüente, o facínora, o inimigo público número 1,
Clara Crocodilo...

Quem cala consente, eu não me calo
Não vou morrer nas mãos de um tira
Quem cala, consente, eu desacato
Não vou morrer nas mãos de um rato
Não vou ficar mais neste inferno
Nem vou parar num cemitério
Metralhadora não me atinge
Não vou ficar mais neste ringue

Ei, você que está me ouvindo,
você acha que vai conseguir me agarrar?
pois então, tome...
Já vi que você é perseverante.
Vamos ver se você segura esta...
Meninas, vocês acham que eles querem mais?
Querem sim!
Você, que então é tão espertinho,
vamos ver se você consegue me seguir nesteLabirinto.
Clara Crocodilo fugiu
Clara Crocodilo escapuliu
Vê se tem vergonha na cara
E ajuda clara, seu canalha
Olha o holofote no olho,
Sorte, você não passa de um repolho
Onde andará Clara Crocodilo?
OndeAndará?
Será que ela está roubando algum supermercado?
Será que ela está assaltando algum banco?
Será que ela está atrás da porta de seu quarto,
aguardando o momento oportuno para assassiná-lo com
Os seus entes queridos?
Ou será que ela
Está adormecida em sua mente esperando
A ocasião propícia para despertar e descer
Até seu coração... ouvinte meu,
meu Irmão?

Esta outra é o máximo, principalmente pela época feita... Que humor ácido, visceral e muito atual!!!!!
Orgasmo total
Arrigo Barnabé (também do disco Clara Crocodilo)
Você me falou assim:
Vem, bebe, sirva-se de mim
E a luz se apagou
Então eu senti na pele
Você, seu corpo em febre
Juro que eu nunca imaginei, amor
Tanta sensualidade
Juro que eu nunca imaginei, amor
Tanta eletricidade
Você estava mesmo fatal
E parecia louca
Como um animal
Dizendo aqueles palavrões, gemendo
Pedindo mais, mais
"Até chegarmos ao orgasmo total
Orgasmo total
Trazido pelo reembolso postal"
Não passe ridículo.
Você também pode
Ser feliz como eles.
Basta pedir hoje mesmo
Pela caixa postal 6969, o seu
Exemplar de "O Orgasmo ao Alcance De Todos".
E um feliz orgasmo...

Ah! escutei também Ednardo.... "Arrepare não... Mas enquanto engoma a calça...."
E lá no final o máximo: "Depois, de perder Vilma pra São Paulo, perder Maria Helena pro dentista..."
Valeu!!!!!
Beijo

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ronaaaaaaallllllldo!!!!!!!!! Agora viúvo!!!!

Gente, não podia deixar de registrar. Com tanto jogador de futebol casando, como o Robinho... Sendo feliz, etc, etc.... Tem um que, coitado... Ficou viúvo!!!! É o Ronaldo "Fenômeno" (realmente, gordo, feio, chato, mas com muita grana e mulher bonita... Um fenômeno)... Ficou viúvo... Tão novo... Mas vai naquela avenida de novo que você encontra outra "companheira".
Gente, isto é o que chamo de maldade. Mas tá aí meu registro de pesares ao fenomenal Ronaldo.
Beijo a todos

sábado, 4 de julho de 2009

Será que vai faltar garoto na praça!!!!!!!??????


Olha gente... Muita maldade!!!!!!!!! Mas tenho que postar aqui né? Poxa vida... Demais... Tem gente que pensa muito e faz cada bobagem que é o máximo.

Bjunda

Limite-se a cagar ora bolas!!!!!!!!!!!

Gente, isto é demais... Achei um máximo... Aliás, gosto de uma bobagem!!!!! clique aqui

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Agora a campanha fervendo!!!!!!!!




É... Depois do leite derramado não adianta chorar. Mas finalmente a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) resolveu agir. Porque este negócio de que a nossa meta é lutar pelo salário, sempre disse que não estava com nada. Tínhamos que ter brigado pelo diploma, volta a repetir....


Sem qualificação, não adianta brigar pelo salário. E é o que vai acontecer... Os patrões venceram, pois não temos mais com brigar pelo tão suado salário, e muito menos por carga horária, etc, etc...


Mas enfim, sem ser repetitiva, e apesar de considerar que a Fenaj não entrou na luta como devia ter entrado, coloquei aqui a Campanha agora desencadeada pela federação, mesmo porque está muito bem bolada e bonita.


Um beijo desta jornalista diplomada (!!!!!!!???????)