quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Trocando figurinhas!!!!

Realmente ultimamente estou fuçando, fuçando, e achando cada coisa!!!! Tenho a ajuda incondicional da minha grande amiga Simone Silva, jornalista que hoje mora e é editora de um jornal em... onde mesmo????... Sei lá... Ah sim... Rio Verde (GO). Bem, o certo é que nós adoramos música, e temos mais ou menos o mesmo gosto musical. Aí, a gente troca figurinha. Uma fala de um cantor ali, outra de outro aqui... E, lógico, ela busca na internet (é mais a praia dela), e eu usufruo. Três Meninas do Brasil é o CD... Não gente, a Simone tá "no Goiás", mas não é música sertaneja de três cornas não!!!! É música de primeira qualidade. Trata-se de um álbum (CD e DVD), que simplesmente coloca no mesmo show três grandes cantoras e compositoras da MPB.
Uma é maranhense, a outra carioca, a outra mezzo baiana, mezzo mineira. Juntas, Rita Ribeiro, Teresa Cristina (olha... pra quem não sabe, minha xará - mas o meu nome escreve com TH e Z) e Jussara Silveira formam as Três Meninas do Brasil. Uma grande viagem pela diversidade da música brasileira. O espetáculo foi registrado no dia 24 de agosto de 2008, no Teatro Municipal de Niterói.
Falando um pouquinho delas, Jussara Silveira, é mineira de nascimento, mas naturalizada baiana. "Ela é uma intérprete de densidade emocional extrema, que não deságua em dramaticidade", define Arnaldo Antunes.
A maranhense Rita Ribeiro traduz, em sua música, uma mistura de MPB, cultura pop e “música popular de raiz”. Aliás, ela gravou também o bem-sucedido Tecnomacumba, que é um mergulho nas influências das religiões africanas na música brasileira.
Já a carioca Teresa Cristina passeia pelas diferentes vertentes do samba e a música popular de raiz.
A semente de Três meninas do Brasil nasceu do interesse de Teresa Cristina e Rita Ribeiro em compor algumas canções em parceria. Já nos primeiros encontros das duas, surgiu a idéia de um show em trio e a decisão de convidar Jussara Silveira para ser o terceiro vértice do triângulo musical.
O repertório do show não precisa nem falar né?!!!! Tem ali Luiz Gonzaga, Dorival Caymmi, Antônio Vieira, Sérgio Sampaio, Carlinhos Brown, Zeca Baleiro, Chico Buarque, Caetano Veloso, Zé Ramalho e Tom Zé, entre outros. Há também composições próprias.
Imperdível...
Bjunda

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Nossa!!! Tô muito musical estes dias

A Duncan Discos, em 2005, lançou "Paralelas" - não meus amigos, não é aquela música do Belchior que a Vanusa conseguiu assassinar, mas um CD com parcerias de Alice Ruiz e Alzira Espíndola, e que conta com participações magistrais de Arnaldo Antunes (meu gênio) e Zélia Duncan. Alice Ruiz, poeta, haicaísta, letrista e Alzira Espíndola, cantora e compositora, se conheceram no final dos anos 80 por intermédio de Itamar Assumpção (putz!!! sem comentário. O cara era demais). Desde então, as duas vêm desenvolvendo composições em parceria. O CD foi gravado ao vivo no final de outubro de 2004. No repertório, são dez parcerias e duas "tricerias", que são: "Cabeça Cheia" e "Ladainha", com Vera Motta e Estrela Ruiz Leminski, respectivamente. Os poemas declamados pela poeta Alice fazem a abertura das canções ou parte delas. Não preciso dizer que vale a pena né?
Diz que é você
(Alzira Espíndola e Alice Ruiz)
O dia inteiro diz
e até a noite diz
que é você meu
bom senso, mal-juízo
meu desejo e o que vejo
dizem que é você
meu outro lado esbraveja
veja, tenho certeza
que é você
o sol nasce e se levanta
se deita e de todo jeito diz
que é você
a lua mingua, a lua cresce
e mesmo nova
já está cheia de dizer
que é você
o dia inteiro diz
e até a noite diz
que é você
meu bom senso, mal-juízo
meu desejo e o que vejo
dizem que é você
meu outro lado esbraveja
veja, tenho certeza
que é você
o sol nasce e se levanta
se deita e de todo jeito diz
que é você
tudo o que digo e faço
é só pra disfarçar
e eu só penso e me convenço
que é você
só você insiste em dizer
que não é você
Nesta música a voz é de Zélia Duncan; violão: Alzira Espíndola e Luiz Waack; calimba: Décio Gioielle; baixo: Paulo Lepetit; e bateria: Sandro Moreno

Este é só um aperitivo. Escutem muito e se deliciem!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Bjunda a todos

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Fique de olho nela também

Falei de Maria Gadú, mas não posso deixar de citar Ana Cañas. Olha, ela lançou seu segundo trabalho "Hein?", onde tem parcerias com Arnaldo Antunes (meu gênio, maravilhoso!!!!!). Nem precisa comentar né? Está mais rock'n roll. Ótima. Aí vai um aperitivo. Vale a pena conferir. Aqui uma Ana mais calma, cantando Caetano, no documentário "Amor e Caos". Clique aqui. Aqui uma Ana Cañas, uma diva, uma beleza... "Devolve moço". Clique aqui. Confiram, e se puderem, escutem tudo dela.
Bjunda

Meio indie, meio rock and roll... pura sensibilidade!!!

Jamais podia imaginar que um dia iria escutar Baba Baby da Kelly Key (acho que é assim que escreve), e que iria achar o máximo!!! Pois é... Lindíssima, suingada, meio blues... Uma preciosidade a versão de Maria Gadú - Clique aqui. Olha, esta menina, não é por acaso, caiu nas graças de Milton Nascimento. Também de Caetano. Encantou Jayme Monjardim, e por aí o caminho até a Som Livre - que diga-se de passagem fez um projeto gráfico maravilhoso no CD da moça - foi um passo. Grande pedida... Sensível. Escutar o som desta menina de 22 anos, paulistana, que entrou na noite carioca, viajou o mundo de "dedão", e que sofreu muito perrengue na noite, filha de mãe hippie... é simplesmente maravilhoso. A gente entra em transe com sua voz rouca e sutil ao mesmo tempo. Ela empresta interpretações maravilhosas à música de Chico Buarque A História de Lilly Braun; à sua própria Dona Cila - que fez para a avó; enfim, é uma cantora, compositora e violonista de primeira. Vale a pena. Aí vai mais um aperitivo, onde ela canta com Tiago Iorczeski, conhecido como Tiago Iorc - Clique aqui.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Era mesmo mais prudente para o mundo se nos imitassem!!!

Estava eu relendo um livro magistral do meu amigo Zé Beto, "Sombras do Descobrimento - O Livro de Esperanza", e cheguei em um ponto que adoro e vou transcrevê-lo aqui, dentre outras coisas que ainda vou postar deste livro. Com sua permissão Zé Beto aí vai:
-"Ao se perceberem donos de um prazer singelo e ímpar, os homens quiseram nos impedir de desaguar as nossas ondas sucessivas de orgasmo. São muito espertos na santa ignorância, coitados! Era mais simples descobrir caminhos para nos imitar."

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Preconceito dá nisso!!! Não é só na casa do vizinho que acontece!!!

Este é outro texto muito bom. Mas de outro show da Ana. Este foi lido no show realizado com Seu Jorge. Magistral!!! Leiam. Vale a pena.


ALFREDO É GISELE
Elisa Lucinda

Sora vê, daqui do táxi a gente sabe é cada coisa! Sabe e aprende, aprende até a não ter preconceito. É, vou dizer, cada um tem o seu segredo, seu cada qual. Nem que seja uma coisica de nada, no fundo todo mundo lá dentro tem uma verdade só dele, que às vezes nem ele mesmo sabe.
Outro dia peguei um casal assim já de meia idade, bem apessoado, lá no centro, no Teatro Municipal. Eles tinham ido vê uma tal de Ópera, sei lá. Já eram umas onze e meia da noite, e a gente veio bem até o Aterro, entramos em Botafogo e o trânsito emperrou. A mulher já azedou na hora e foi falando pro marido:
Que trânsito é esse, quase meia-noite? Não é esquisito, Alfredo?
E o tal do Alfredo parecia um homem rico, mas não era fino, sabe? E não gostava mais dela, acho. O cara era uma múmia. A resposta dele pras conversas da mulher tavam mais pra rosnado, sabe?
Alfredo, isso não é um absurdo? Nós aqui parados num trânsito quase de madrugada, não entendo, é estranho, hoje é sábado. Será que é algum acidente, Alfredo?
Como o homem não dizia nada, aí eu interrompi:
Com todo o respeito, sabe o que é isso madame? Simplesmente aqui virou um lugar só dehomensexuais e mulher sapatona. É cheio de barzinho deles, a rua toda. Fim de semana ferve. Quem quiser ver homem beijando homem e mulher se esfregando em mulher, é aqui mesmo.
Você tá ouvindo, Alfredo? Meu Deus, eles agora têm até bar pra eles, até rua!? Não é um absurdo, Alfredo?
Ô Onça, cê me conhece, sabe bem como é que eu sou. Pra mim isso se resolve é na porrada. Se eu sou o pai, desço do carro e não quero nem saber o que é que entortou, o que é que virou, não quero saber o que é cu e o que é fechadura, baixo o sarrafo na cambada! Eu, com sem-vergonhice, o sangue sobe, viro bicho!
Pára de falar essas palavras de baixo calão, Alfredo. Hum! Fica de gracinha que a pressão vai lá nos Alpes, você sabe muito bem o que é que o médico falou…, não é motorista? Alfredo não é muito esquentado?
Eu dei o meu pitaco:
É madame, o negócio que ele tá falando é como eu vi no filme: uma metáfora. Ele não vai bater, vai só ficar zangado.
E o senhor sabe lá o que é metáfora? O senhor lá entende de metáfora? Escuta isso Alfredo! O que é metáfora, seu motorista?
Metáfora pelo que eu entendi é assim: aquilo não é aquilo, mas é como se fosse aquilo. Então, em vez da gente dizer que aquilo é como se fosse aquilo, a gente diz que aquilo é aquilo. Mas não é. É como se fosse. Foi?
Eu acho que o senhor tá certo, mas na verdade eu estou é chocada com essa libertinagem. Olha aquele homem… que safadeza meu Deus! E de bigode ainda! Escuta isso Alfredo!
Escutar o que, Coisa?
O que eu estou vendo, gente! Ai, Alfredo, não está vendo? Parece que é cego, não é motorista?
Hoje tá até fraco. Eu falei. Hoje nem tem osgeneral.
Quem são? Escuta isso Alfredo!
General da sapatona é aquelas de coturno que parece mais com um macho do que qualquer outra coisa. E o outro general é o homem transformista que é a traveca, mas anda é na Gilete mesmo.
Tá ouvindo, Alfredo? A violência e a decadência como estão?
E a gente vai ter que ficar parado nesta merda, ô Coisa?
Calma, Alfredo, não fica nervoso! Isso é questão do nível das pessoas. A gente tem… não é motorista?… mais condições, temos que entender essa…, essa…, como é que eu digo, meu Deus? Essa…
Putaria!
Falamos juntos, eu e o tal do seu Alfredo com cara de doutor de num sei de quê.
Cruzes, Alfredo, não era isso que eu ia… Alfredo, olha, aquela moça! Gente, uma menina, dezoito no máximo, e a outra maiorzuda no meio das pernas da coitada, fazendo sabe lá o quê!!! Tá vendo Alfredo aquela ali? Ali, aquela Alfredo, em cima do carro! Olha lá, Alfredo, a mão da grandona na menina! Elas vão ser beijar na boca, minha Nossa Senhooora…
Que transitozinho, hein, jararaca?
Tá beijando, tá beijando, tá beijando Alfredo! Ela parece… Alfredo é Gisele! Alfredo! Nossa filha!?
Filha da puuuutaaa…
E desmaiou o tal do doutor, enquanto a jararaca da mulé ventou porta afora de sapato na mão atrás das duas e eu pensando: não quero nem saber, encosto aqui mesmo e espero resolver, que uma corrida dessa eu não vou perder, que eu não sou bobo e nem sou rico. É ruim de eu ir embora, hein?
Então, fiquei naquela situação: eu com um cara que era um ex-valente todo desmaiado no banco de trás parecendo uma moça e a mulé pisando forte que nem um general indo atrás da moça. Quer dizer, tudo trocado e eles reclamando da menina. Se eu pudesse ia lá defender a moça, mas não posso, já que o negócio é de família, né? Eu não tenho preconceito, mas é isso que eu tava falando pra senhora: daqui a gente sabe cada coisa! E é cada um como o seu cada qual.

Sem lamber é foda!!!!

Um dia fomos eu e Hedi, uma amiga com A maiúsculo, no show da Ana Carolina. Um espetáculo a parte. Me lembro bem daquele dia, do show... Olha, a cantora tem uma presença de palco, que até ao cantar uma música bem brega- não me lembro o nome, mas era de uma dupla sertaneja (que eu simplesmente detesto!!!) - ela tira um baita sarro e foi realmente muito engraçado e realmente um show. Mas deste espetáculo, lembro principalmente de um texto que Ana Carolina leu no palco, e que achei o máximo. Vai aí.

De Elisa Lucinda - MON ANIMAL
Eu a vejo quase todas as manhãs. Não é exatamente bonita. Aliás ela é de uma feiura estranha como se carregasse uma boniteza espalhada em si, nos gestos e não nos traços exatamente. Não importa.
Importa é que a vejo acompanhada perenemente pelo seu cão. Um pastor alemão com cara de bom companheiro. E o é. Eu vejo. Olha-a muito, encaixa seu focinho entre os joelhos dela, brinca com ela, gane querendo dengo. Ela também, essa minha vizinha de uns quarenta e vividos anos, brinca de não-solidão com esse cachorro específico; gosta dele, ri: Não Duque, assim não, deixa o moço, Duque, me espere. Não vá na minha frente assim, cuidado com o carro, menino. Ele a olha como quem agradece. E vão os dois, não em vão, pelas ruas de Copacabana sob o sol, felizes que só vendo. Eu vejo.
Ela é camelô; nos encontramos no elevador e eu: - Vocês se divertem tanto, é tão bonito.
- É, nos conhecemos na rua. Ele olhou pra mim bem nos meus olhos. Eu estava trabalhando. Vi logo que era um cão bem cuidado fisicamente mas faltava-lhe carinho. Deixei minhas bugigangas (ela vende coisas que querem imitar jóias antigas) por não sei quanto tempo e fiquei agachada na calçada na Avenida Nossa Senhora, só namorando ele. Decidimos que ele viveria comigo. Naturalmente. Tudo aconteceu “naturalmente”, ela frisou, como se quisesse dissipar de mim qualquer sombra de suspeita de um possível roubo.
Noutro dia no mesmo elevador, ela com seu carrinho de balangandãs, eu e Duque. O elevador apertado e ela continuou femininamente a conversa do último elevador nosso: Tenho certeza que ele é de câncer. É muito sensível. Só falta falar. Né Duque? ... ele não é lindo? Eu disse: Lindíssimo. E você que signo é? Ah, sou capricórnio mas com ascendente em câncer, combina sim.
Eu vejo Duque lambendo as mãos dela, as magras mãos cujos dedos ela oferecia de propósito e distraidamente a imordida dele. Eu olho admirando receosa por conta dos afiados dentes dele. Quase não entendo de cães.
- Ah, você tem medo... ô não ofenda ele; Duque entende pensamentos e não gostou do que você pensou. Jamais me morderia, jamais me trairia. Né Duque? Senti o pensamento de Duque latindo que jamais a trairia. Achei bonito. Chegamos. Tchau, bom trabalho. Tchau Duque.
Fui para a rua pensando longamente nos dois. Depois pensei nos mistérios da astrologia e perdi o fio do meu pensamento. Ao final da tarde avistei pela janela Duque e Ângela indo ver o crepúsculo na praia. Depois vi os dois voltando sorridentes e caninos, sob a noite estrelada; ela com fitas de vídeo penduradas ao braço; sempre conversando com ele.
Tenho inveja de Ângela. This is the true. O animal que eu quero não mora comigo, não almoça mais comigo, não brinca mais, não me telefona, não me advinha os pensamentos, não me acompanha ao crepúsculo, não gane querendo dengo, nossos signos parecem não mais combinar. O animal que quero, pensa demais e por isso não passeia mais comigo.
E o pior: Não me lambe mais.

Previna-se!!!!

Esta do Rafinha Bastos é o máximo!!!! Gripe suína é transmitida através de contato íntimo. Previna-se!