segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ah!!!! Esta raça!!!!! Mas é um vício!!!

Estivemos no final de semana no Encontro Preparatório - Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, em Uberlândia. Este encontro serviu como uma prévia, e também para discutirmos propostas para levarmos ao XI Congresso Estadual dos Jornalistas de MG, que acontece nos dias 25, 26 e 27 de junho, em Araxá, no Tauá Grande Hotel e Termas de Araxá. O tema será "O jornalista profissional na construção de um projeto para o Brasil". O encontro realizado em Uberlândia no sábado, dia 29, contou com a participação de 26 pessoas, sendo profissionais formados e estudantes de jornalismo. Além de nós, estiveram presentes quatro diretores do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais: diretora financeira (coitada!!!!), Janaína da Mata; diretora secretária, Verônica Pimenta; diretora de Direito Autoral e Imagem, Vera Godoy; e do Conselho Fiscal, Fátima de Oliveira. Também o diretor da Fenaj e ex-presidente do Sindicato de Minas, Aloísio Lopes. De Uberaba, foram cinco profissionais formados, e oito estudantes de jornalismo.
Na oportunidade, tivemos discussões sobre a exigência do diploma de jornalismo, bem como discutimos questões trabalhistas e sindicais. Foi, a meu ver, um encontro muito positivo.
Tivemos alguns momentos pesados, como o caso de discussão da manutenção da subsede do SJPMG em Uberlândia. Ficou acertado que não vale a pena manter a sede, e que tanto Uberaba, quanto Uberlândia, vão contar com dois representantes junto ao sindicato, de forma virtual. Até o dia 20 de junho, serão entregues dois nomes de representantes de cada cidade à diretoria do SJPMG. Acredito que agora sim, poderemos ter um sindicato forte nestas cidades. Faltava representantes.
Bom, não concordo as indicações de Uberaba, mas esta é outra história, que após nossa reunião, falo a respeito neste espaço.
Beijo no pâncreas

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Em Manágua temos um Chico!!!!


Estava eu este final de semana mais uma vez escutando música... quando mais uma vez também coloco Chico... Apesar de ser fissurada no novo, depois de escutar Ana Cañas (minha mais nova paixão na música popular), Roberta Sá, Três Meninas do Brasil, lógico, não podia passar batido e deixar o Chico de lado. Então, me deparo com Mulheres de Atenas... Me lembrei do quão esta música se tornou uma grande polêmica quando foi lançada. Vai a letra abaixo, e em seguida um comentário breve sobre acusações um tanto quanto idiotas. Pelo menos na minha opinião.

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas

Quando amadas se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas, cadenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas

Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas

Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas

Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não tem sonhos, só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas

As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas, não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
As suas novenas
Serenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas


Esta música, de 1976, me deixa intrigada. Feministas de plantão, não entenderam muito bem a mensagem do Chico. Não é porque o considero um grande poeta, que o defendo. Sou feminista, mas discurso mal colocado tem limite. O compositor na realidade escreveu a canção em parceria com o dramaturgo Augusto Boal, o idealizador do Teatro do Oprimido, para a peça "Lisa, a mulher libertadora", do próprio Boal. O texto era uma adaptação de "Lisístrata", de Aristófanes, grande representante da comédia grega antiga. A peça retratava uma rebelião de mulheres atenienses, que, sob a liderança da personagem-título, resolvem fazer greve de sexo, para forçar seus maridos a acabarem com a Guerra do Peloponeso. Ou seja, o Chico fez uma música feminista, para uma peça feminista.

Mulheres de Atenas faz referências à sociedade do período clássico da Grécia e também a alguns episódios da Mitologia grega. O trecho“Mas no fim da noite, aos pedaços/ Quase sempre voltam pros braços/ De suas pequenas/ Helenas”, por exemplo, remete à Helena, esposa do rei Menelau. A história conta que ela foi raptada pelo príncipe de Tróia, cidade rival à Esparta. O ato foi o estopim da famosa Guerra de Tróia, promovida pelos gregos para resgatar a rainha seqüestrada e destruir os rivais.

Então, chega de polêmica e acusações feitas à época de seu lançamento, de que sua letra seria uma ode à submissão feminina. O próprio Chico Buarque desmente esta intenção: “Eu disse: mirem-se no exemplo daquelas mulheres que vocês vão ver no que vai dar.”

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Escravidão remunerada!!!!


Infelizmente isto acontece com mais de 90% da população. Não é "mérito" de x ou y, e sim de muita gente. Felizmente, hoje sou uma pessoa privilegiada, que trabalha, mas tem uma remuneração adequada. Mesmo porque, só tenho este privilégio hoje, porque a exemplo do Zeca Baleiro, eu demiti o meu patrão (letra da música no final deste post). Sem patrão, sem exploração.
Fico olhando o tanto de gente que dedica horas a fio e não recebe sequer um agrado do patrão. Muito pelo contrário... Quanto mais faz, e com responsabilidade, mais é cobrado. Quanto mais vagabundo o funcionário, mais ele tem valor dentro da empresa. Isto também não é mérito de empresas de Uberaba, ou Araxá, ou Uberlândia, mas sim do Brasil tudo. É uma coisa cultural no Brasil. Está na cultura dos patrões, e até mesmo dos funcionários, que agora, para ficar mais amena a exploração, são chamados de colaboradores.
Você escraviza... Porque pra mim você receber um mísero salário (todos eles são assim) no final mês em troca de árduas horas de trabalho (sem nenhum tipo de agradinho, leia-se um didim extra...) é escravidão. E o tronco hoje, é mais humilhante do que na época da escravidão... Ele é psicológico. O patrão sempre diz... Nossa, você poderia ter feito isto melhor (leia-se: tá vendo como você ganha bem!!!! Para o que você faz, tá muito bom o que ganha). Ou seja, só falta a lambada no tronco (leia-se amarrar no tronco e levar chicotadas como na época da escravidão. No lombo mesmo).
O pior, é que agora as lambadas são na cabeça. A pessoa fica atordoada... Nossa, será que não fiz direito, será isto, será aquilo!!!!????? E dá-lhe escravidão remunerada!!!!
Mas é isto gente. É que presenciei estes dias uma história de pressão psicológica, que deixou uma pessoa completamente sem norte, e por isto quis registrar, para que as pessoas não se enganem... Vocês trabalham bem sim. Só o patrão que não acha... Assim, dar aumento fica mais distante... e eles mais felizes.
É isto
Bjunda


Eu Despedi o meu Patrão

Zeca Baleiro e Capinan


eu despedi o meu patrão

desde o meu primeiro emprego

trabalho eu não quero não

eu pago pelo meu sossego

ele roubava o que eu mais valia

e eu não gosto de ladrão

ninguém pode pagar nem pela vida mais vazia

eu despedi o meu patrão

ele roubava o que eu mais valia

e eu não gosto de ladrão

ninguém pode pagar nem pela vida mais vadia

eu despedi o meu patrão

não acredite no primeiro mundo

só acredite no seu próprio mundo

seu próprio mundo é o verdadeiro

não é o primeiro mundo não

seu próprio mundo é o verdadeiro

primeiro mundo então

mande embora mande embora agora

mande embora agora mande embora o seu patrão

ele não pode pagar o preço

que vale a tua pobre vida ó meu

ó meu irmão