sábado, 17 de dezembro de 2011

Envelhecer

Envelhecer
Arnaldo Antunes, Ortinho, Marcelo Janeci

A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer
A barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer
Os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer
Os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer
Não quero morrer pois quero ver
Como será que deve ser envelhecer
Eu quero é viver pra ver qual é
E dizer venha pra o que vai acontecer
Eu quero que o tapete voe
No meio da sala de estar
Eu quero que a panela de pressão pressione
E que a pia comece a pingar
Eu quero que a sirene soe
E me faça levantar do sofá
Eu quero pôr Rita Pavone
No ringtone do meu celular
Eu quero estar no meio do ciclone
Pra poder aproveitar
E quando eu esquecer meu próprio nome
Que me chamem de velho gagá
Pois ser eternamente adolescente nada é mais demodé
Com uns ralos fios de cabelo sobre a testa que não para de crescer
Não sei por que essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender
Que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr
Não quero morrer pois quero ver
Como será que deve ser envelhecer
Eu quero é viver pra ver qual é
E dizer venha pra o que vai acontecer
Eu quero que o tapete voe
No meio da sala de estar
Eu quero que a panela de pressão pressione
E que a pia comece a pingar
Eu quero que a sirene soe
E me faça levantar do sofá
Eu quero pôr Rita Pavone
No ringtone do meu celular
Eu quero estar no meio do ciclone
Pra poder aproveitar
E quando eu esquecer meu próprio nome
Que me chamem de velho gagá.

Aí vem a Zélia Duncan e diz:

"Envelhecer é fato
Nâo dá pra fugir"


Bom, estou aqui em casa hoje... Ouvi e vi (DVD) Zélia, e em seguida, Arnaldo Antunes. Engraçado, pois todos dois falaram de coisas legais... O Arnaldo inclusive diz que dedicava a música que canta a ele mesmo... Que vai completar 50 anos (quando gravou o DVD.. Já é cinquentão) e que dedicava "Envelhecer" a ele mesmo...
Olha, as pessoas não têm noção... Não é hipocrisia.. É tão bom "envelhecer"... Não no sentido terrível da palavra. Mas no sentido em que... é diferente (ponto). Tenho uma cabeça muito jovem... As pessoas não entendem isto.. Vou explicar!!! Tenho uns 18 anos, mas sei hoje, o que não sabia quando tinha 18 anos (em números!!!). Hoje, sei que a cada dia, aprendo... Com o jovem, com o "velho", com o cachorro, enfim, com o ser humano... Não tinha ideia disto quando tinha, em numerais, 18 anos.... Naquela ocasião, achava que sabia tudo... E como diz os Titãs "Ninguém sabe nada". Não se iludam... Ninguém sabe nada.
Enfim, "envelhecer" é "totalmente demais"... Você não sabe nada... Mas sabe disto...
Escrevo aqui, porque estou vendo o show do Arnaldo "Lá em Casa"... E vejo a sua feição... Com a testa aparecendo... Os cabelos começaram a cair... Com o rosto menos "vistoso", mas tão lindo... Adornado por marcas, que somente nós que "envelhecemos" sabemos...
Enfim....

"E quando eu esquecer meu próprio nome
Que me chamem de velho gagá
Pois ser eternamente adolescente nada é mais demodé
Com uns ralos fios de cabelo sobre a testa que não para de crescer
Não sei por que essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender
Que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr
Não quero morrer pois quero ver
Como será que deve ser envelhecer"


Não deixe de consultar o Dicionário da Pituca:
Envelhecer entre aspas quer dizer... velho, é a puta que o pariu... pois quem é velho é trapo... Ou seja, envelhecer não existe... o que existe, é o saber mais, e ter noção de que, a cada dia, a cada hora, a cada segundo, a cada milésimo de segundo, você aprende, você tem lições e se torna melhor, pois, "Ninguém sabe nada".

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

PELO DIREITO À DIFERENÇA E AO AMOR - PL 122/06... DIGA NÃO À HOMOFOBIA...

O PROJETO DE LEI 122/06 - CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA...


Nos últimos 30 anos, o Movimento LGBT Brasileiro vem concentrando esforços para promover a cidadania, combater a discriminação e estimular a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

A partir de pesquisas que revelaram dados alarmantes da homofobia no Brasil, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), juntamente com mais de 200 organizações afiliadas, espalhadas por todo o país, desenvolveram o Projeto de Lei 5003/2001, que mais tarde veio se tornar o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia.

O projeto torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero - equiparando esta situação à discriminação de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexo e gênero, ficando o autor do crime sujeito a pena, reclusão e multa.

Aprovado no Congresso Nacional, o PLC alterará a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, caracterizando crime a discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. Isto quer dizer que todo cidadão ou cidadã que sofrer discriminação por causa de sua orientação sexual e identidade de gênero poderá prestar queixa formal na delegacia. Esta queixa levará à abertura de processo judicial. Caso seja provada a veracidade da acusação, o réu estará sujeito às penas definidas em lei.

O texto do Projeto de Lei PLC 122/2006 aborda as mais variadas manifestações que podem constituir homofobia; para cada modo de discriminação há uma pena específica, que atinge no máximo 5 anos de reclusão. Para os casos de discriminação no interior de estabelecimentos comerciais, os proprietários estão sujeitos à reclusão e suspensão do funcionamento do local em um período de até três meses. Também será considerado crime proibir a livre expressão e manifestação de afetividade de cidadãos homossexuais, bissexuais, travestis e transexuais.

Apesar dos intensos esforços e conquistas do Movimento LGBT Brasileiro em relação ao PLC 122, ainda assim, ele precisa ser votado no Senado Federal. O projeto enfrenta oposição de setores conservadores no Senado e de segmentos de fundamentalistas religiosos. Por este motivo, junte-se a nós e participe da campanha virtual para divulgar e pressionar os senadores pela aprovação do projeto.

Por quê a lei?

· Ainda não há proteção específica na legislação federal contra a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero;

· Por não haver essa proteção, estimados 10% da população brasileira (18 milhões de pessoas) continuam a sofrer discriminação (assassinatos, violência física, agressão verbal, discriminação na seleção para emprego e no próprio local de trabalho, escola, entre outras), e os agressores continuam impunes;

· Por estarmos todos nós, seres humanos, inseridos numa dinâmica social em que existem laços afetivos, de parentesco, profissionais e outros, essa discriminação extrapola suas vítimas diretas, agredindo também seus familiares, entes queridos, colegas de trabalho e, no limite, a sociedade como um todo;

· O projeto está em consonância com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário: “Artigo 7°: Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual proteção da lei. Todos têm direito a proteção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação”;

· O projeto permite a concretização dos preceitos da Constituição Federal: “Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação [...] / Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”;

· O projeto não limita ou atenta contra a liberdade de expressão, de opinião, de credo ou de pensamento. Ao contrário, contribui para garanti-las a todos, evitando que parte significativa da população, hoje discriminada, seja agredida ou preterida exatamente por fazer uso de tais liberdades em consonância com sua orientação sexual e identidade de gênero;

· Por motivos idênticos ou semelhantes aos aqui esclarecidos, muitos países no mundo, inclusive a União Européia, já reconheceram a necessidade de adotar legislação dessa natureza;

· A aprovação do Projeto de Lei contribuirá para colocar o Brasil na vanguarda da América Latina, assim como o Caribe, como um país que preza pela plenitude dos direitos de todos seus cidadãos, rumo a uma sociedade que respeite a diversidade e promova a paz.

Fonte: Projeto Aliadas – ABGLT

Verdades e Mentiras sobre o PLC 122/06

Desde que começou a ser debatido no Senado, o projeto de lei da Câmara 122/2006, que define os crimes resultantes de preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero tem sido alvo de pesadas críticas de alguns setores religiosos fundamentalistas (notadamente católicos e evangélicos).

Essas críticas, em sua maioria, não têm base laica ou objetiva. São fruto de uma tentativa equivocada de transpor para a esfera secular e para o espaço público argumentos religiosos, principalmente bíblicos. Não discutem o mérito do projeto, sua adequação ou não do ponto de vista dos direitos humanos ou do ordenamento legal. Apenas repisam preconceitos com base em errôneas interpretações religiosas.

Contudo, algumas críticas tentam desqualificar o projeto alegando inconsistências técnicas, jurídicas e até sua inconstitucionalidade. São críticas inconsistentes, mas, pelo menos, fundamentadas pelo aspecto jurídico. Por respeito a esses argumentos laicos, refutamos, abaixo, as principais objeções colocadas:

1. É verdade que o PLC 122/2006 restringe a liberdade de expressão?
Não, é mentira. O projeto de lei apenas pune condutas e discursos preconceituosos. É o que já acontece hoje no caso do racismo, por exemplo. Se substituirmos a expressão cidadão homossexual por negro ou judeu no projeto, veremos que não há nada de diferente do que já é hoje praticado.
É preciso considerar também que a liberdade de expressão não é absoluta ou ilimitada - ou seja, ela não pode servir de escudo para abrigar crimes, difamação, propaganda odiosa, ataques à honra ou outras condutas ilícitas. Esse entendimento é da melhor tradição constitucionalista e também do Supremo Tribunal Federal.

2. É verdade que o PLC 122/2006 ataca a liberdade religiosa?
Não, é mentira. O projeto de lei não interfere na liberdade de culto ou de pregação religiosa. O que o projeto visa coibir são manifestações notadamente discriminatórias, ofensivas ou de desprezo. Particularmente as que incitem a violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.
Ser homossexual não é crime. E não é distúrbio nem doença, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Portanto, religiões podem manifestar livremente juízos de valor teológicos (como considerar a homossexualidade "pecado"). Mas não podem propagar inverdades científicas, fortalecendo estigmas contra segmentos da população.
Nenhuma pessoa ou instituição está acima da Constituição e do ordenamento legal do Brasil, que veda qualquer tipo de discriminação.
Concessões públicas (como rádios ou TV's), manifestações públicas ou outros meios não podem ser usados para incitar ódio ou divulgar manifestações discriminatórias – seja contra mulheres, negros, índios, pessoas com deficiência ou homossexuais. A liberdade de culto não pode servir de escudo para ataques a honra ou a dignidade de qualquer pessoa ou grupo social.

3. É verdade que os termos orientação sexual e identidade de gênero são imprecisos e não definidos no PLC 122, e, portanto, o projeto é tecnicamente inconsistente?
Não, é mentira. Orientação sexual e identidade de gênero são termos consolidados cientificamente, em várias áreas do saber humano, principalmente psicologia, sociologia, estudos culturais, entre outras. Ademais, a legislação penal está repleta de exemplos de definições que não são detalhadas no corpo da lei.
Cabe ao juiz, a cada caso concreto, interpretar se houve ou não preconceito em virtude dos termos descritos na lei.

Fonte: Projeto Aliadas/ABGLT

By Utopia Ativa de Jorge Bichuetti

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Cadê os dois pesos e duas medidas????


Rafinha Bastos já foi afastado do CQC. Já foi julgado, e as pessoas ainda não esquecem o episódio em que ele disse que "comeria a Wanessa Camargo e também o bebê..." Horrível, sem dúvida. Terrivelmente machista e cruel. Eu sou a primeira a me indignar com piadinhas grosseiras em relação a mulheres. Também em relação a gordos, gays (aquelas tipo Faustão. Aliás, aproveitando, sempre o apresentador do domingão comenta: "Olha o tamanho da figura..." ou ainda "Hum, ele se entregou...." Pergunto: Será que ele tem espelho em casa????). Bem, sem desviar o foco, considero muito inteligente o humor que não precisa ridicularizar ninguém, e muito menos ser grosseiro com mulheres (sempre as mais ridicularizadas).
Mas vamos aos pontos. O que Rafinha disse, realmente foi catastrófico, mas outro dia mesmo, eu assistindo ao CQC, que considero humor inteligente (ainda!!!!!!!), ouvi o Marco Luque fazer uma piadinha ridicularizando mulheres. Para falar a verdade, nem me lembro da piada, pois nestas horas, prefiro selecionar. Ninguém o recriminou ou o expulsou do CQC... Ah!!! Verdade, ele falou das mulheres (que merecem piadinhas grosseiras), e não especificamente das garotinhas que a mídia passa a mão na cabeça. Das garotinhas que têm papai famoso (argh!!!) e uma "linda" carreira (argh!!!!). Aí é que está... Falar da Wanessa Camargo, a cantora, a artista, a tudo de bom (para eles, diga-se de passagem), não pode. Mas ridicularizar qualquer outra mulher pode.
Friso mais uma vez, não me interpretem mal... Piadinha machista e idiota. Mas, outro ponto desta história. Dizem, o que foi negado, que Ronaldo foi um dos que pediram a cabeça de Rafinha Bastos, pela sua influência na Band. Ora, segundo o ex-jogador, ele não pediu que Rafinha deixasse o CQC, mas comentou que a atitude de Rafinha foi horrível, e que ele passou dos limites. Considero que este ex-jogador, não tem muita moral para fazer qualquer comentário, pela maneira que trata mulheres. Bom, isto é pessoal dele, e quem fica com ele também é porque quer, mas a sua vida pregressa, não foi pautada pelo respeito.
O fato é que ninguém tem o direito de julgar, principalmente pessoas que já foram envolvidas em escândalos.
Enfim, não há dois pesos e duas medidas mesmo. Alguns escândalos envolvendo celebridades já foram esquecidas. Afinal, convém né??? As pessoas julgam, mas não se lembram do que fazem no seu dia-a-dia. Mais uma vez, não defendo Rafinha Bastos, que não teve nesta piadinha, a única sem graça. Ele já fez muitas piadas machistas e irritantes, que como já disse, não teve repercussão, porque não falava especificamente de uma "lady". Mas considero que "Faustões", "Pânicos na TV" (argh... vai ser machista pra lá... idiotas), "Zorras Total" da vida, devem também ser apontados. Humor não precisa ridicularizar. Não precisa apontar o gay, o gordo, a mulher, o anão, como se fossem a escória da sociedade. Estes "humoristas" deveriam ter um pouquinho mais de cultura para não precisar destes artifícios de quem não tem um pingo de senso de ridículo.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Temos que ser uma barbie!!!!!


Se não tivermos bunda, seios siliconados, um bocão... Esquece.... Você não presta para a sociedade. Afinal, a atriz (modelo, argh!!!!!!!) bombadinha e bundudinha é que tem valor... Pelo menos para a ridicularização. Digo isto porque, para mim - apesar de não ter valor na sociedade, pois não tenho bundão -, o que acontece com estas... hum..... vou definir como???? Ah!!!!! Superpoderosas, é que acabam sendo mesmo é ridicularizadas. Bom, mas não vou perder meu tempo e nem este espaço para falar de mulheres bundudas de plantão né??????
Na realidade estava lendo uma entrevista da antropóloga Mirian Goldenberg, que disparou uma frase ótima que me fez pensar muito. "As mulheres querem se levar menos a sério. Ao mesmo tempo têm dificuldade com a autoimagem, com a opinião dos outros. Acho incrível uma mulher que consegue viver bem sem ter que se provar o tempo todo." Pode pensar que a minha primeira reflexão não tem nada a ver né Mané???!!!!! Mas pense bem... Quer mais poder do que estas mulheres siliconadas pensam que têm??? Quer pensar mais em imagem do que elas???? Mas o pior é que o interesse mesmo é a opinião dos homens né??? "Nossa, vão me achar a gostosa..."
Na verdade, a frase da antropóloga não diz bem isto, eu sei... Lógico... Fala de mulheres. Aliás... MULHERES!!!!! E não de mulherões... Da mulher que consegue viver bem sem ter que provar nada pra ninguém... Fiz uma miscelânea!!!!!
É que com esta frase veio muita coisa na cabeça, como "porque nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda; meu peito não é de silicone; sou mais macho que muito homem." Também "toda mulher quer ser amada, toda mulher quer ser feliz, toda mulher se faz de coitada, toda mulher é meio Leila Diniz."
Definir esta mulher hoje é gratificante... Esta mulher que pensa... Esta mulher que vai envelhecer bem e feliz. É tão simples. Tão majestoso o ser feminino, mas ao mesmo tempo complexo... Cheio de querer dar satisfações para a sociedade quando a própria sociedade te exclui porque você não segue os padrões (da bunda e do peitão... Ah!!! E tem que ser magrinha também). Onde vai, com quem anda, com quem trepa.... "Nossa, não posso sentar sozinha num boteco para beber uma cerveja..." - Confissão: quando a Paula viajou para Itacaré, fui sozinha sim tomar uma e comer um churrasco. Não por falta de companhia... Tenho infinitos amigos... Mas naquele momento, afinal... Queria ficar só.
Bem, voltando... Melhor viver cada momentinho sem piração... Você é mulher e pode qualquer coisa... Inclusive se fazer de coitada e ser meio Leila Diniz... Por isto minha preocupação com estas "melancias" e "melões" da vida... Que jamais vão saber viver assim, pensantes... Eu estou envelhecendo e adoro todas as rugas que tenho... o corpo que demorei bons anos para conquistar rsrsrsrsrsrsrsrs.... Muita cerveja para conseguir chegar aqui!!!!!!!! Estas mulheres, assim como tantas outras que já passaram, não vão conseguir conviver sem seus bumbuns, pois vão cair.... Sem seus silicones.... Infelizmente, para elas, a velhice vai ser pirante... Ah, mas também isto não é problema meu!!!!
Mirian Goldenberg finaliza sua entrevista com outra frase impactante: "Meu ideal é dialético: é a junção de duas mulheres que fazem parte da minha história, que me inspiram muito. Queria ter uma junção da liberdade de Simone de Beauvoir com a felicidade de Leila Diniz. Mas já sei que só posso ser inteira a Mirian Goldeberg." Acho que só não termino parafraseando a antropóloga, porque considero que tenho tanta liberdade e felicidade quanto Beauvoir e Leila Diniz. Mas na essência concordo com uma coisa: só posso ser inteira a Pituca!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Estes são os super-heróis deles!!!!!!!!


Infelizmente o lixo que paira na comunicação nacional é demais!!!! São matérias opinativas, ao invés de informativas.. A informação ficou pra trás... Escutar os dois lados então, nem se fala!!! Melhor sempre denegrir a imagem de fulano, ciclano ou beltrano. O pior é que não têm dois pesos e duas medidas... Em Uberaba não é diferente... Aqui tem bate-boca em rádio... Baixaria pura!!!!!!!! Mas o pior, é escutar dois jornalistas (!!!!!!!!!!!!!!!!!) fazendo ironia sobre a homossexualidade de ciclano ou beltrano. É escutar comentários de que fulano assumiu sua homossexualidade, como se isto fosse notícia... E pior... Falam de maneira cruel, com deboche, sorrisinho cínico... E vem aqueles comentários, de que se o nobre comentarista da bancada for nomear cada um, vai superlotar determinada rodovia, e vai encher muitas outras!!!!!! Isto acrescenta muito... É uma informação que vai mudar a vida de todos. Considero que é necessário que todos fiquem ligados a este tipo de "notícia" (Hã!!!!!!????? falei notícia).
O pior ainda, é ver que entidades ligadas ao movimento LGBT nada fazem, não somente em Uberaba, mas também como a nível nacional. Nada contra a Parada Gay, mas o que acabo percebendo, é que muitos somente participam para aparecer. Lutar pelos direitos do homossexual, não vejo. Em Uberaba, como disse, não é diferente, e com certeza, estes "colegas" de trabalho (!!!!!!!!!!!!!???????????????) vão continuar falando de homossexuais, os ridicularizando. Uma pena!!!!!!
Talvez vão se calar, caso um grupo influente de homossexuais os procure e entuche muito dinheiro na goela abaixo (como na ilustração acima).... Aliás, isto é o que mais acontece.
Depois não querem o Conselho de Jornalismo.... O não querem é dar qualidade à nossa informação.... O Conselho não vai censurar nada, mas sim moralizar minha tão sofrida profissão. Falo sofrida, porque pessoas (jornalistas!!!!!!!!!?????) deste tipo acabam denegrindo a imagem de outros que fazem sua função corretamente, sem preconceitos, demagogias... Aliás, sem apontar ninguém. Afinal, aprendi no jornalismo que a gente não está para opinar, ou apontar, mas sim oferecer ao leitor a notícia (nua e crua) para que ele (e somente ele tem este direito) interprete como quiser. É bom oferecer a notícia e deixar para que o leitor, ouvinte, ou telespectador interprete a notícia como quiser.
Ah, antes que eu me esqueça... NOTÍCIA.... Não sacanagem... Para sacanagem, vai se inscrever para fazer parte do Pânico (programinha preconceituoso!!!!!!!!!)
Para finalizar:
Desde pequena que ouço histórias de como o Tarzan andava pelado....
Cinderela chegava a meia-noite...
Pinóquio mentia...
Aladim era ladrão....
Batman dirigia a 320 km por hora...
Branca de Neve morava com 7 homens...
Popeye fumava erva...
A Bela Adormecida era uma preguiçosa e vivia dormindo!!!!
Agora pedem para eu me comportar????

Estes são os super-heróis destes "jornalistas" falso moralistas.... Com certeza, contam as histórias para seus netos e dizem.... Olha, você pode dirigir como o Batman (e falam que o Robin dava a bunda pra ele... Então, esqueça o Robin); ou mentir como o Pinóquio e o vovô (nossa!!!!!)... Mas jamais dê a bunda pra ninguém.... Isto é absurdo. Seja macho!!!! Mesmo que dê a bunda, seja um falso moralista, e marque logo o casamento. Ser homossexual é crime, é feio, é medíocre... Mas roubar e mentir (com um casamento falso) pode!!!!!!!!!!!!

Bjunda

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

"Felicidade não precisa de culpa"




Felicidade é uma dádiva. Gosto muito desta frase, "felicidade não precisa de culpa" da música de Lula Queiroga, que se chama "O Habitat da Felicidade".
Realmente é muito bom ser feliz, e quando escutei esta outra preciosidade, esta com título "Felicidade" de Luiz Tatit, tinha que postar. Aliás, Zélia Duncan está mais madura, mais teatral... Emocionante!!!
Vale a pena ouvir...


São Paulo de um outro ângulo!! O resgate...



Foi realmente um resgate andar por São Paulo vendo cada pedacinho de uma maneira diferente. Minha retina ficou extasiada ao ver tanta beleza. Costumo dizer que é a "minha" cidade maravilhosa. Como já disse neste espaço, ver a cidade de um outro ângulo que na correria você não vê, é demais!!!!! Galeria do Rock, Sebo do Messias para mim teve outra visão, e passear por ali foi o que há de melhor. Catedral da Sé (onde nunca tinha entrado) nem se fala... Só passava correndo por fora, mas é belíssima... E o Mercadão, com seu sanduíche de mortadela, que só lá tem, regado a um bom chope... Uau!!!!


Já tenho saudades, mas voltei à minha vida aqui, que também é linda. Agora, o que é pior: sempre estou nos 220 volts... Agora, todo mundo da terrinha vai ter de me aguentar com as baterias renovadas.... Cheguei nos 440...

domingo, 9 de outubro de 2011

São Paulo de um outro ângulo!!!


Paula apresenta: "Gente, este é o Masp... Aqui, vale a pena vir e respirar cultura!!!!!!!!!"



Bem, estou em São Paulo desde sexta-feira à noite. Saímos para visitar Ângela e Bevea, onde comemos uma pizza. Acolhimento maravilhoso no apartamento delas, que fica em Moema, lugar maravilhoso de São Paulo. De volta ao hotel, no Paraíso. No sábado, quis caminhar pela Paulista. Entra aqui, ali, Fnac, e.... Masp!!!!!!! Uau!!!! Somente neste momento percebi que aquela São Paulo em que morei há tempos tinha outra visão para mim agora. Naquele momento, era correr atrás, e tentar ganhar a vida... Era passar pelo Masp e não ter tempo de entrar, pela Paulista e não ver o quão é linda esta avenida... E deixar passar em branco pela sua retina esta cidade maravilhosa.


Nesta foto um maluco na avenida Paulista, aguando as plantas dos canteiros centrais.
Isto, só em São Paulo!!!


Agora, euzinha sou uma turista aqui, e minha retina está em êxtase!!!!!!!! Vi uma São Paulo diferente, inexplicável!!!!!!! Posso dizer hoje que estou na "minha" cidade maravilhosa!!!! Isto é que é maravilha de cidade.. E a cultura!!!!!!!!!!! Exala pelos poros, e entranha ao mesmo tempo. Enfim, é isto. Amanhã conversamos mais, pois hoje tenho de ir a um bar na rua dos Pinheiros, chamado Estação Fradique. Ontem, conheci o Farol Madalena, devidamente me apresentado pela Paula.



Ah... amanhã falo da minha visita que farei ao Museu da Língua Portuguesa, ver a exposição do escritor modernista "Oswald de Andrade: o culpado de tudo". Em seguida vamos à Galeria do Rock, Sebo do Messias, e bater um rango no Mercadão Municipal.
Beijunda e até amanhã.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dilma engole a Globo. Vem aí a “CPMF dos ricos” | Conversa Afiada

Coloco aqui esta página do Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, porque foi demais né gente!!!!!!!!! O toma lá dá cá... Imperdível... Patricinha!!!! (Oh, Patrícia Poeta) ficou completamente sem chão... Fora PIG!!!!!!!

Dilma engole a Globo. Vem aí a “CPMF dos ricos” | Conversa Afiada

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Passe por lá e conheça!!!

Considero que a grande maioria das pessoas sabe que faço assessoria de imprensa voluntária no ICBC. É uma instituição que precisa muito da ajuda de todos vocês. Sem pormenores, sempre estamos precisando de doações. Precisamos também de pessoas amigas. Visite o Instituto de Cegos do Brasil Central. Você é importante. Não precisa ter dinheiro, mas amor no coração. Dê carinho, não custa nada!!! Para você empresário, faça sua adesão ao nosso Selo Social. Vale a pena colocar seu nome ao lado de uma instituição que tem uma história irrepreensível. História de luta, de amor, dedicação, e acima de tudo, muita raça para sobreviver!!!! Aguardamos você lá!!!
Veja o vídeo do Selo Social

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Bons tempos!!!

Para quem gosta da boa música... Este vinil é inesquecível... Visite vinil livre e relembre desta preciosidade do "nordestino, roqueiro, advogado, erudito e rebelde" Alceu Valença. Bons tempos de muita cultura, rebeldia, amor e.... muita farra!!!!!! Sinta esta letra descrita no blog. Bjunda!!!!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Machista???!!! Sexista????!!!!!!

O jornalismo sexista

Jean Wyllys - 18 de agosto de 2011 às 15:00h

A cobertura jornalística do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em Niterói (RJ), deixa claro que as mulheres ainda têm, no espaço público, a vida avaliada a partir de suas vidas privadas. Na maioria das matérias (boa parte delas mera reprodução sem críticas nem acréscimos de uma matéria matriz, feita por um jornalão e por um telejornalão), os jornalistas analisam detalhes íntimos das supostas violências que Patrícia sofrera de seu namorado e praticamente a chamam de “mulher de malandro”, para usar uma expressão vulgar. Isso porque, segundo as matérias, a juíza teria retirado a queixa contra o namorado para, logo em seguida, retomar o relacionamento com o mesmo.

O que sua morte teria a ver com os meandros do seu namoro, que é uma questão pessoal? Absolutamente nada até que venha a se provar que a juíza foi vítima de um crime passional e não de uma execução sumária e cruel por conta de sua atuação contra milícias e grupos de extermínio integrados por policiais civis e/ou militares corruptos, como apontam os indícios.

Evidentemente, o desenrolar da investigação policial pode vir a apontar alguma relação entre os dois motivos. Mas as notícias dominicais não cuidaram disso. Sem sequer justificar a exposição da intimidade de Patrícia num suposto motivo passional para o crime chocante, as notícias simplesmente expuseram eventos da vida afetiva da juíza como que para transformá-la de vítima em culpada pelo próprio fim trágico.

Tratamento semelhante foi dado a Eliza Samudio, a moça que teve um filho com o ex-goleiro Bruno e cujo desaparecimento é atribuído a um crime bárbaro que teria, como mentor intelectual, o próprio Bruno. E também à estudante Geisy Arruda, que foi hostilizada por colegas da faculdade que freqüentava quando foi à aula com um vestido considerado pelos marmanjos curto demais. Em ambos episódios, as mulheres forma convertidas em culpadas pela violência de que foram vítimas por discursos misóginos mal disfarçados.

Desvalorizar as mulheres a partir de sua conduta na esfera privada e/ou a partir dos usos que fazem de seus corpos para que não ocupem os espaços de poder continua sendo uma das características da exclusão em uma sociedade que não superou o patriarcalismo histórico. Esse patriarcalismo também vigora na cobertura jornalística e é, por ela e nela, reproduzido. Nas palavras da antropóloga Debora Diniz, “a violência não é constitutiva da natureza masculina, mas sim um dispositivo cultural de uma sociedade patriarcal que reduz os corpos das mulheres a objetos de prazer e consumo dos homens”.

Outro exemplo – este aparentemente banal – do patriarcalismo que vigora na cobertura jornalística é a recusa, por parte da maioria dos jornalistas e comentaristas, em usar o termo “presidenta” para se referir a Dilma Rousseff sob o argumento que, apesar de correta, a opção pela forma feminina é “desnecessária e incomum”, ignorando, assim, o sexismo e machismo materializados e reproduzidos na prática linguística.

Determinados temas da agenda doméstica de uma vítima podem e devem se tornar públicos, sobretudo quando a violência em questão não é de interesse de apenas uma mulher, mas corresponde a estruturas de poder que hierarquiza as identidades de gênero numa sociedade. É o caso da violência doméstica, que não pode mais ser tratada como “assunto de marido e mulher, no qual não se deve meter a colher”, para recorrer a outra expressão vulgar.

A cobertura jornalística precisa assumir sua parcela de culpa nesse machismo generalizado e complacente com as violências domésticas e públicas contra as mulheres. Uma coisa é tratar de forma pública problemas generalizados. Outra é expor a vida individual quando se parece estar diante de um fato que diz respeito à segurança pública e ao problema da violência urbana.

A dominação masculina vem se transformando ao longo dos tempos. A figura da mulher já não pertence mais inteiramente àquele lugar de subalternidade de 1949, quando a escritora feminista Simone de Beauvoir proferiu sua célebre frase “On ne naît pas femme, on le devient”. Porém, quando parte da imprensa se prontifica a devassar a vida íntima de uma juíza atuante e corajosa assassinada numa emboscada, vê-se que as mulheres se tornam mulheres num lugar ainda subalterno e que há muito que se avançar no enfrentamento do machismo e do sexismo.

Jean Wyllys

Jornalista e linguista, é deputado federal pelo PSOL-RJ e integrante da frente parlamentar em defesa dos direitos LGBT.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Feliz


"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"

Vou dizer isto minha vida toda. São cinco anos de muito amor, cumplicidade, compreensão, e acima de tudo respeito. Tivemos um final de semana maravilhoso. Começou no dia de nosso aniversário de casamento, sexta-feira, com um jantar belíssimo no Kanpai. Pra fechar com chave de ouro, no sábado, feijoada do Mário. Que comemoração!!!!!!!! Mas o melhor de tudo não foram os lugares que passamos... Mas sim a certeza da sua presença do meu lado, e aquele seu olhar e sorriso... Lindos... Só pra mim....

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Em protesto!!!!!!

Esta música mostra toda a minha revolta hoje, que entraram na minha casa, e fizeram um limpa... Felizmente, não machucaram a Valentina. Olha.. A gente hoje tem que ficar preso, pra que os bandidos fiquem na rua. Isto é demais... As leis são feitas pra eles, pois são presos e logo depois colocados em liberdade. Eles sabem das leis como ninguém... Enfim, é o que o Yuka disse de forma tão verdadeira. Mas enfim, a vida continua, vamos em frente, que como diz a Ana Carolina também: "É a pobreza tirando seu sarro; foi meu dinheiro, foi meu livro caro; que façam bom proveito, da grana que roubaram; porque eu trabalho, e outro dinheiro eu vou ganhar..."



MINHA ALMA

Marcelo Yuka

A minha alma tá armada e apontada
Para cara do sossego!
Pois paz sem voz, paz sem voz
Não é paz, é medo!
As vezes eu falo com a vida,
As vezes é ela quem diz:

"Qual a paz que eu não quero conservar,
Pra tentar ser feliz?"

As grades do condomínio
São pra trazer proteção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que tá nessa prisão

Me abrace e me dê um beijo,
Faça um filho comigo!
Mas não me deixe sentar na poltrona
No dia de domingo, domingo!

Procurando novas drogas de aluguel
Neste vídeo coagido...
É pela paz que eu não quero seguir admitindo

É pela paz que eu não quero seguir
É pela paz que eu não quero seguir
É pela paz que eu não quero seguir admitindo

domingo, 24 de abril de 2011

Feliz Páscoa, mas sem falso moralismo!!!

Desejo a todos uma Feliz Páscoa... Mas quero colocar aqui uma reflexão. Algumas pessoas não comem carne, abrem mão de bebidas alcoólicas durante toda a Quaresma... Mas em contrapartida, falam dos outros, trazem o preconceito para o seu dia a dia, hostilizam as pessoas, seja no trabalho ou em casa, enfim, não fazem nada de harmonioso. Gente, o mal é o que sai pela boca do homem e não o que entra... Pensem nisto!!!
Vamos deixar de falso moralismo!!! É tempo de renovação, e é bom pensar nisto... É sempre bom!!!
Fui

sexta-feira, 1 de abril de 2011

PORQUE PREFERIR O TERMO PRESIDENTA


O Brasil ainda está longe da feminização da língua ocorrida em outros lugares. Dilma Rousseff adotou a forma “presidenta”, que assim seja chamada.
Se uma mulher e seu cachorro estão atravessando a rua e um motorista embriagado atinge essa senhora e seu cão, o que vamos encontrar no noticiário é o seguinte: “Mulher e cachorro são atropelados por motorista bêbado”. Não é impressionante? Basta um cachorro para fazer sumir a especificidade feminina de uma mulher e jogá-la dentro da forma supostamente “neutra” do masculino. Se alguém tem um filho e oito filhas, vai dizer que tem nove filhos. Quer dizer que a língua é machista? Não, a língua não é machista, porque a língua não existe: o que existe são falantes da língua, gente de carne e osso que determina os destinos do idioma. E como os destinos do idioma, e da sociedade, têm sido determinados desde a pré-história pelos homens, não admira que a marca desse predomínio masculino tenha sido inscrustada na gramática das línguas.
Somente no século 20 as mulheres puderam começar a lutar por seus direitos e a exigir, inclusive, que fossem adotadas formas novas em diferentes línguas para acabar com a discriminação multimilenar. Em francês, as profissões, que sempre tiveram forma exclusivamente masculina, passaram a ter seu correspondente feminino, principalmente no francês do Canadá, país incomparavelmente mais democrático e moderno do que a França. Em muitas sociedades desapareceu a distinção entre “senhorita” e “senhora”, já que nunca houve forma específica para o homem não casado, como se o casamento fosse o destino único e possível para todas as mulheres. É claro que isso não aconteceu em todo o mundo, e muitos judeus continuam hoje em dia a rezar a oração que diz “obrigado, Senhor, por eu não ter nascido mulher”.
Agora que temos uma mulher na Presidência da República, e não o tucano com cara de vampiro que se tornou o apóstolo da direita mais conservadora, vemos que o Brasil ainda está longe da feminização da língua ocorrida em outros lugares. Dilma Rousseff adotou a forma presidenta, oficializou essa forma em todas as instâncias do governo e deixou claro que é assim que deseja ser chamada. Mas o que faz a nossa “grande imprensa”? Por decisão própria, com raríssimas exceções, como CartaCapital, decide usar única e exclusivamente presidente. E chovem as perguntas das pessoas que têm preguiça de abrir um dicionário ou uma boa gramática: é certo ou é errado? Os dicionários e as gramáticas trazem, preto no branco, a forma presidenta. Mas ainda que não trouxessem, ela estaria perfeitamente de acordo com as regras de formação de palavras da língua.
Assim procederam os chilenos com a presidenta Bachelet, os nicaraguenses com a presidenta Violeta Chamorro, assim procedem os argentinos com a presidenta Cristina K. e os costarricenses com a presidenta Laura Chinchilla Miranda. Mas aqui no Brasil, a “grande mídia” se recusa terminantemente a reconhecer que uma mulher na Presidência é um fato extraordinário e que, justamente por isso, merece ser designado por uma forma marcadamente distinta, que é presidenta. O bobo-alegre que desorienta a Folha de S.Paulo em questões de língua declarou que a forma presidenta ia causar “estranheza nos leitores”. Desde quando ele conhece a opinião de todos os leitores do jornal? E por que causaria estranheza aos leitores se aos eleitores não causou estranheza votar na presidenta?
Como diria nosso herói Macunaíma: “Ai, que preguiça…” Mas de uma coisa eu tenho sérias desconfianças: se fosse uma candidata do PSDB que tivesse sido eleita e pedisse para ser chamada de presidenta, a nossa “grande mídia” conservadora decerto não hesitaria em atender a essa solicitação. Ou quem sabe até mesmo a candidata verde por fora e azul por dentro, defensora de tantas ideias retrógradas, seria agraciada com esse obséquio se o pedisse. Estranheza? Nenhuma, diante do que essa mesma imprensa fez durante a campanha. É a exasperação da mídia, umbilicalmente ligada às camadas dominantes, que tenta, nem que seja por um simples – e no lugar de um –a, continuar sua torpe missão de desinformação e distorção da opinião pública.

Texto de Marcos Bagno, professor de Linguística na Universidade de Brasília

quinta-feira, 31 de março de 2011

Não temos tempo de temer a morte!!!


Uma época triste a década de 60. Esta música retrata bem... É demais!!! Apesar dos imbecis militares (ai que medo do Bolsonaro!!!!!) terem agido de maneira cruel, tínhamos artistas para esbravejar e lembrar a eles que estávamos na luta. "É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte..." Aliás, lembro desta música hoje, ainda indignada com a "saudade" daquele medíocre deputado Bolsonaro... Ele tem saudade do Medici, Figueiredo... Enfim... Ele também podia ter saudade de quem???? Afinal, ele chamou de promíscuo o ambiente da Preta Gil, filha do autor desta música (diga-se de passagem)...
Bom, mas lembrei desta música pra lembrar também uma coisa muito boa que aconteceu. O oficial de reserva Sebastião Curió Rodrigues de Moura, um dos chefes da repressão à Guerrilha do Araguaia, foi preso dia 29, terça-feira, em sua casa em Brasília durante uma operação de busca e apreensão a documentos da ditadura!!! Muito bom... Filho da puta tem que cantar na cadeia... Vai cantar bonitinho e se Deus quiser, entrar em extinção.
Agora só falta a Comissão de Ética da Câmara dos Deputados seguir o exemplo, e punir sem dó o filho da puta, nojento, racista e homofóbico do Bolsonaro...
Fui...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pra mim não falta nada!!!!

A Casa é Sua

Arnaldo Antunes e Ortinho

Não me falta cadeira
Não me falta sofá
Só falta você sentada na sala
Só falta você estar

Não me falta parede
E nela uma porta pra você entrar
Não me falta tapete
Só falta o seu pé descalço pra pisar

Não me falta cama
Só falta você deitar
Não me falta o sol da manhã
Só falta você acordar

Pras janelas se abrirem pra mim
E o vento brincar no quintal
Embalando as flores do jardim
Balançando as cores no varal

A casa é sua
Por que não chega agora?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora

A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio

Não me falta banheiro, quarto
Abajur, sala de jantar
Não me falta cozinha
Só falta a campainha tocar

Não me falta cachorro
Uivando só porque você não está
Parece até que está pedindo socorro
Como tudo aqui nesse lugar

Não me falta casa
Só falta ela ser um lar
Não me falta o tempo que passa
Só não dá mais para tanto esperar

Para os pássaros voltarem a cantar
E a nuvem desenhar um coração flechado
Para o chão voltar a se deitar
E a chuva batucar no telhado

A casa é sua
Por que não chega agora?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora

A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Declaração "Parte II"...

E estando eu em Brasília... Me lembrei desta preciosidade....


Fumo

Florbela Espanca


Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas,
Longe de ti há noites silenciosas,
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!

Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas...
Abertos, sonham mãos cariciosas,
Tuas mãos doces, plenas de carinhos!

Os dias são Outonos: choram... choram...
Há crisântemos roxos que descoram...
Há murmúrios dolentes de segredos...

Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos!...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Declaração

Pra você meu amor!!!!

Fanatismo

Florbela Espanca

Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!..."


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ah meu poeta!!!!

Sumi do blog, e voltei justo no dia que estou com "Cazuzite" (já expliquei... no dicionário da minha mãe, trata-se de mania de Cazuza). Olha isto!!! Demais!!!! Queria colocar a letra aqui, mas são duas versões que tenho em casa, e o George Israel fez meio que uma "mistureba"... Mas é lindo!!! Aliás, Cazuza é tudo!!! Pode degustar!!!!