segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Dizem pra você obedecer, responder, cooperar, respeitar!!!!!!



Difícil lidar com algumas situações!!! Ontem, por volta das 21h, em um semáforo, aconteceu uma coisa inusitada!!! Quando o verde apontou, engatei a primeira do carro para continuar meu caminho. Foi quando uma viatura da Polícia Militar ligou a sirene, e cortou nossa frente. Como estava somente dando a partida, parei e aguardei. Mas minha companheira, se assustou, pois ultimamente muitas coisas desastrosas têm acontecido com a gente, e depois de alguns episódios, só estamos vivas porque não era nossa hora. 
Bom, não estou aqui para contar nossas experiências desastrosas nos últimos tempos, mas sim para deixar aqui minha indignação com a Polícia Militar. Quando eles passaram a frente de nosso carro, ela falou um palavrão, mas pelo susto, e não por desacato. Quando continuamos nosso caminho, pasmem, as "autoridades" fecharam nosso carro, um soldado desceu, e começou a colocar o dedo no nariz dela. Explicamos para ele que foi um susto, mas ele continuou falando. Primeiro disse que poderia prendê-la por desacato a "autoridade" (kkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!!!!!!!!!!!) e depois disse que quando a gente precisa, se um ladrão entra na nossa casa, ele que socorre.... Sempre com o dedo na cara dela. Mantive a calma, porque na minha concepção, "autoridades" gostam de mostrar muita autoridade, e muitas vezes descontrole. Éramos duas mulheres sozinhas, com quatro soldados do outro lado. Não duvido que poderia ocorrer alguma maldade, pois a gente vê a toda hora isto acontecer... "Autoridades" mostrando autoridade.... 
Só abrindo um parêntese, que não pude falar com ele na hora, por uma questão de "prevenção ao autoritarismo". Já entraram na minha casa, levaram um veículo, lente de máquina profissional, enfim, fizeram um estrago. Quando liguei no 190, o atendente, não perguntou em momento nenhum o modelo e placa do veículo. Pelo que sei, a função do atendente seria esta, para que pudesse "passar rádio" para as viaturas na rua. Enfim.... Na hora de chegar o dedo no nariz das pessoas, eles são realmente de uma competência!!!!!
Outro parêntese: que eu saiba, a viatura da Polícia Militar, só pode acionar a sirene, quando policiais estão atrás de um bandido. Não para ultrapassar um sinal vermelho... Ora, se eles estavam com a sirene ligada, atrás de um meliante, considero que eles tenham perdido muito tempo chegando o dedo no nariz de minha companheira. Considero que eles deveriam ter continuado o caminho deles, porque bandido tá aí na rua pra todo mundo ver... Mas eles querem mesmo é chegar o dedo no nariz do cidadão honesto.
Enfim, foi isto!!! Lastimável!!!!
Afinal, "dizem que ela existe pra ajudar, dizem que ela existe pra proteger, eu sei que ela pode te parar, eu sei que ela pode te prender (kkkkkkkkkkkkkkk!!!!!!!!!!!). Polícia para quem precisa, polícia para quem precisa de polícia." Definitivamente, eu não preciso. Um aviso só: eu sou uma cidadã honesta... Por isto que os bandidos estão nas ruas, e o cidadão enjaulado em sua casa. "As grades do condomínio são pra trazer proteção, mas também trazem a dúvida se não é você que tá nessa prisão..."

terça-feira, 13 de novembro de 2012

VEJA QUE LIXO!!!!!!

Este é só um pedacinho do artigo de Guzzo, que Jean Wyllys, deputado federal, responde logo abaixo: "Pessoas do mesmo sexo podem viver livremente como casais, pelo tempo e nas condições que quiserem. Podem apresentar-se na sociedade como casados, celebrar bodas em público e manter uma vida matrimonial. Mas a sua ligação não é um casamento
 - não gera filhos, nem uma família, nem laços de parentescos. [...] Um homem também não pode se casar com uma CABRA, por exemplo [...] não pode se casar com a própria mãe, ou com a irmã, ou filha, ou neta..."



Aqui o texto de Wyllys, que merece ser lido!!!!




Riobaldo, CABRA macho, se apaixonou por Diadorim, que ele julgava ser um homem



Eu havia prometido não responder à coluna do ex-diretor de redação de Veja, José Roberto Guzzo, para não ampliar a voz dos imbecis. Mas foram tantos os pedidos, tão sinceros, tão sentidos, que eu dominei meu asco e decidi responder.
A coluna publicada na edição desta semana do libelo da editora Abril — e que trata sobre o relacionamento dele com uma cabra e sua rejeição ao espinafre, e usa esses exemplos de sua vida pessoal como desculpa para injuriar os homossexuais — é um monumento à ignorância, ao mal gosto e ao preconceito.
Logo no início, Guzzo usa o termo “homossexualismo” e se refere à nossa orientação sexual como “estilo de vida gay”. Com relação ao primeiro, é necessário esclarecer que as orientações sexuais (seja você hétero, gay ou bi) não são tendências ideológicas ou políticas nem doenças, de modo que não tem “ismo” nenhum. São orientações da sexualidade, por isso se fala em “homossexualidade”, “heterossexualidade” e “bissexualidade”. Não é uma opção, como alguns acreditam por falta de informação: ninguém escolhe ser gay, hétero ou bi.
O uso do sufixo “ismo”, por Guzzo, é, portanto, proposital: os homofóbicos o empregam para associar a homossexualidade à ideia de algo que pode passar de uns a outros – “contagioso” como uma doença – ou para reforçar o equívoco de que se trata de uma “opção” de vida ou de pensamento da qual se pode fazer proselitismo.
Não se trata de burrice da parte do colunista portanto, mas de má fé. Se fosse só burrice, bastaria informar a Guzzo que a orientação sexual é constitutiva da subjetividade de cada um/a e que esta não muda (Gosta-se de homem ou de mulher desde sempre e se continua gostando); e que não há um “estilo de vida gay” da mesma maneira que não há um “estilo de vida hétero”.
A má fé conjugada de desonestidade intelectual não permitiu ao colunista sequer ponderar que heterossexuais e homossexuais partilham alguns estilos de vida que nada têm a ver com suas orientações sexuais! Aliás, esse deslize lógico só não é mais constrangedor do que sua afirmação de que não se pode falar em comunidade gay e que o movimento gay não existe porque os homossexuais são distintos. E o movimento negro? E o movimento de mulheres? Todos os negros e todas as mulheres são iguais, fabricados em série?
A comunidade LGBT existe em sua dispersão, composta de indivíduos que são diferentes entre si, que têm diferentes caracteres físicos, estilos de vida, ideias, convicções religiosas ou políticas, ocupações, profissões, aspirações na vida, times de futebol e preferências artísticas, mas que partilham um sentimento de pertencer a um grupo cuja base de identificação é ser vítima da injúria, da difamação e da negação de direitos! Negar que haja uma comunidade LGBT é ignorar os fatos ou inscrição das relações afetivas, culturais, econômicas e políticas dos LGBTs nas topografias das cidades. Mesmo com nossas diferenças, partilhamos um sentimento de identificação que se materializa em espaços e representações comuns a todos. E é desse sentimento que nasce, em muitos (mas não em todos, infelizmente) a vontade de agir politicamente em nome do coletivo; é dele que nasce o movimento LGBT. O movimento negro — também oriundo de uma comunidade dispersa que, ao mesmo tempo, partilha um sentimento de pertença — existe pela mesma razão que o movimento LGBT: porque há preconceitos a serem derrubados, injustiças e violências específicas contra as quais lutar e direitos a conquistar.
A luta do movimento LGBT pelo casamento civil igualitário é semelhante à que os negros tiveram que travar nos EUA para derrubar a interdição do casamento interracial, proibido até meados do século XX. E essa proibição era justificada com argumentos muito semelhantes aos que Guzzo usa contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Afirma o colunista de Veja que nós os homossexuais queremos “ser tratados como uma categoria diferente de cidadãos, merecedora de mais e mais direitos”, e pouco depois ele coloca como exemplo a luta pelo casamento civil igualitário. Ora, quando nós, gays e lésbicas, lutamos pelo direito ao casamento civil, o que estamos reclamando é, justamente, não sermos mais tratados como uma categoria diferente de cidadãos, mas igual aos outros cidadãos e cidadãs, com os mesmos direitos, nem mais nem menos. É tão simples! Guzzo diz que “o casamento, por lei, é a união entre um homem e uma mulher; não pode ser outra coisa”. Ora, mas é a lei que queremos mudar! Por lei, a escravidão de negros foi legal e o voto feminino foi proibido. Mas, felizmente, a sociedade avança e as leis mudam. O casamento entre pessoas do mesmo sexo já é legal em muitos países onde antes não era. E vamos conquistar também no Brasil!
Os argumentos de Guzzo contra o casamento igualitário seriam uma confissão pública de estupidez se não fosse uma peça de má fé e desonestidade intelectual a serviço do reacionarismo da revista. Ele afirma: “Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar”. Eu não sei que tipo de relação estável o senhor Guzzo tem com a sua cabra, mas duvido que alguém possa ter, com uma cabra, o tipo de relação que é possível ter com um cabra — como Riobaldo, o cabra macho que se apaixonou por Diadorim, que ele julgava ser um homem, no romance monumental de Guimarães Rosa. O que ele chama de “relacionamento” com sua cabra é uma fantasia, pois falta o intersubjetivo, a reciprocidade que, no amor e no sexo, só é possível com outro ser humano adulto: duvido que a cabra dele entenda o que ele porventura faz com ela como um “relacionamento”.
Guzzo também argumenta que “se alguém diz que não gosta de gays, ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei, afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de homossexuais, ou de espinafre, ou de seja lá o que for”. Bom, os gays somos como o espinafre ou como as cabras. Esse é o nível do debate que a Veja propõe aos seus leitores.
Não, senhor Guzzo, a lei não pode obrigar ninguém a “gostar” de gays, negros, judeus, nordestinos, travestis, imigrantes ou cristãos. E ninguém propõe que essa obrigação exista. Pode-se gostar ou não gostar de quem quiser na sua intimidade (De cabra, inclusive, caro Guzzo, por mais estranho que seu gosto me pareça!). Mas não se pode injuriar, ofender, agredir, exercer violência, privar de direitos. É disso que se trata.
O colunista, em sua desonestidade intelectual, também apela para uma comparação descabida: “Pelos últimos números disponíveis, entre 250 e 300 homossexuais foram assassinados em 2010 no Brasil. Mas, num país onde se cometem 50000 homicídios por ano, parece claro que o problema não é a violência contra os gays; é a violência contra todos”. O que Guzzo não diz, de propósito (porque se trata de enganar os incautos), é que esses 300 homossexuais foram assassinados por sua orientação sexual! Essas estatísticas não incluem os gays mortos em assaltos, tiroteios, sequestros, acidentes de carro ou pela violência do tráfico, das milícias ou da polícia.
As estatísticas se referem aos LGBTs assassinados exclusivamente por conta de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero! Negar isso é o mesmo que negar a violência racista que só se abate sobre pessoas de pele preta, como as humilhações em operações policiais, os “convites” a se dirigirem a elevadores de serviço e as mortes em “autos de resistência”.
Qual seria a reação de todos nós se Veja tivesse publicado uma coluna em que comparasse os negros com cabras e os judeus com espinafre? Eu não espero pelo dia em que os homens concordem, mas tenho esperança de que esteja cada vez mais perto o dia em que as pessoas lerão colunas como a de Guzzo e dirão “veja que lixo!”.

Jean Wyllys
Deputado Federal (PSOL-RJ)

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Só um sentimento!!!

Um dia disse a uma amiga, a Anny, que escreveria neste espaço sobre uma pessoa muito especial, que morreu, quando tivesse preparada para isto. Não sei se ainda estou. Sou tola... Já se passaram 7 meses... No dia 19 serão 8!!!! Hoje estou aqui, no espaço dela, sentada à mesa desta pessoa tão especial!!!! "Naquela mesa, tá faltando ele, e a saudade dele tá doendo em mim...", já cantava Sérgio Bettecourt (será que é assim que escreve???!!) quando perdeu seu pai.
Perdi muito!!! Tô aqui, sentada à mesa, na casa dela... Eu e Paula... E Anny, não estou preparada não... Tô triste!!!! Não podia, pois ela era referência em tudo, inclusive no quesito "deixa pra lá... tudo tem sua hora"... Mas ainda dói.... Mesmo concordando com Zélia, que "Viver é ser alguém, saudade é despedida, morrer um dia vem. Mas amar é profundo, e nele sempre cabem de vez, todos os verbos do mundo..."  
Só quis registrar este desvario... De não vê-la abrindo o portão pra mim quando cheguei, ou de vê-la com a barriga sempre molhada, mas sorrindo, lavando roupa (o que estou fazendo hoje, porque o Marquinhos foi para a "roça" - como ela dizia, e me deixou aqui...), ou ainda, fazendo aquele tira-gosto especial para esta irmã bebum.... Também fico triste porque o "meu ombro" se foi... Minha referência de amor, se foi!!!!!! Enfim... Chega né.... Naquela mesa, naquela casa, naquela existência, naquela "roça", naquela sei lá o que, tá faltando ela, tá doendo em mim.


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Atenção: Rede Bobo pode mudar sua vida!!!!


Esta notícia que você lê em seguida, foi publicada na página da Bobo, oh!!!. Globo.com (Olimpíadas). Leiam e pasmem...

'Virgem de 30 anos', Lolo Jones está na semi dos 100m com barreiras
Americana não decepciona e faz o segundo melhor tempo das eliminatórias

Um dia após completar 30 anos, Lolo Jones iniciou sua participação nas Olimpíadas de Londres. Conhecida por ter se exposto quando revelou ao mundo que ainda é virgem e está se guardando para o futuro marido, a americana não decepcionou e avançou às semifinais da prova dos 100m com barreiras. Com o tempo de 12s68, ela se classificou na segunda posição geral. A semifinal será disputada nesta terça, às 15h15m (de Brasília). A final está marcada para 17h.
O melhor tempo da eliminatória ficou com a australiana Sally Pearson (12s57). Campeã olímpica da prova em Pequim 2008, Dawn Harper, dos Estados Unidos, conseguiu a marca de 12s75 e se classificou com o sexto melhor tempo.
- Me sinto muito bem. Não vejo a hora de dar um bom show para os fãs - disse Harper, após a prova, ao SporTV.
Rahamatou Drame, de Mali, foi eliminada por queimar a largada na primeira bateria. ''Namoradinha'' dos britânicos, Jessica Ennis, que estava inscrita na prova, optou por não participar.

Prestaram atenção na manchete desta notícia que vai mudar a sua vida!!!! Em plena Olimpíadas, onde os atletas desafiam seus próprios limites, onde há tanta notícia para ser dada, a Bobo se atem ao fato de Lolo Jones ser "virgem de 30 anos".  Que notícia expressiva!!!!!!!!! E melhor, na "notícia", ao invés de destacarem sobre seu tempo nas eliminatórias, etc, etc..., eles destacam em negrito e grifado (copiei da mesma forma que está na página da Bobo), que ela "ainda é virgem e está se guardando para o futuro marido". Meu Deus, que relevante!!!!!
Como a vida pessoal das pessoas está acima de qualquer outra coisa.... 
Gente, continuem lendo sobre as Olimpíadas de Londres na Bobo.com... Sua cultura esportiva com certeza terá um salto recorde!!!!! Ou seria Record, a emissora exclusiva do evento??????!!!!!!!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

TV Record mostra a festa do esporte

Gostaria de saber o porquê de a Rede Bobo, ou Rede Esgoto de Televisão, ou como queiram chamar, ficar justificando sobre as imagens das Olimpíadas de Londres. Que a exclusividade é da TV Record, e por isto a Globo pode colocar somente um tempo de imagens, etc, etc... Tentaram, desde o primeiro dia, fazer um drama em torno disto... No Jornal Nacional, o Willian Bonner falou com voz "sofrida" e quase me levou às lágrimas... Fiquei tão emocionada!!!!!!!!
Ora, detenção de direito, de exclusividade, a Rede Bobo também tem na transmissão da Copa do Mundo, do Carnaval... E pior, um monopólio fora do comum... Aliás, tudo conseguido de forma bem duvidosa, vamos dizer assim.
Agora, Bobo, engole... O evento em Londres é um verdadeiro sucesso. Ah!!! Galvão Bueno, deixa eu te explicar... A festa do esporte, não é a Copa do Mundo não.... A Copa do Mundo é a festa do futebol, aliás, deste bando de mercenário que faz parte deste esporte... A festa do esporte é a Olimpíada, que não é restrita somente ao futebol. Esporte igual a várias modalidades... Vai ter que desenhar??? Porque com tanto comentário idiota, com tanta gafe.... Só mesmo uma emissorinha de merda pra te dar tanto ibope!!! Entendeu???? Esporte = várias modalidades. Copa do Mundo = futebol... Festa do esporte = Olimpíada... Agora fui didática hein???!!!
É só a Bobo perder uma exclusividade, que lá vem comentários idiotas... Enfim gente, neste momento por exemplo, estou trabalhando e assistindo a festa do esporte na TV Record... Ah!!! Já ia me esquecendo.... A melhor coisa pra mim, neste episódio, é a Rede Bobo noticiar sobre a Olimpíada de Londres, e colocar "Imagens cedidas pela TV Record". Dá ou não dá uma satisfação de ver isto????

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Extra, extra!!!!!!!!

Gente, realmente esta notícia vai mudar minha vida e a de vocês.... O Raí, ex-jogador de futebol, largou a esposa, e mora há dois anos (JÁ????!!!!!) com o apresentador de TV, Zeca Camargo... Sentiram??? Nossa!!!!????? Não, vou perguntar de novo... Perceberam???!!! Incrível, mas a vida pessoal é prato cheio para todo mundo né??? O que se faz entre quatro paredes, e que ninguém tem nada com isto, é (pasmem!!!!) "notícia". O jogador tem o Gol de Letra, que beneficia inúmeras crianças.... O Raí tem um currículo maravilhoso para ser comentado.... Mas não!!! Sua vida pessoal tem que ser a bola da vez. Importa mais para mim, você oferecer estrutura para uma criança não se tornar um bandido, ou morrer de fome, do que eu saber com quem você se deita. E pior, já tem piadinha de que "olha, viu como todo mundo no São Paulo (Clube de Futebol) e bambi(???!!!!)" Tem muito jogador de futebol que mexe com drogas, armamentos, etc, e continuam sendo endeusados pela imprensa fofoqueira e preconceituosa.... Ah!!! Lembrei... Não há dois pesos e duas medidas.... Abandonar filhos e nem ir ao enterro também é esquecido... Mas o que o cara faz entre quatro paredes, sendo o CARA, é motivo de chacota.... Chacota por quê??!!! Em todo time de futebol tem gay, tem negro, tem branco... Pare de ficar fazendo piadinha homofóbica... Em qualquer segmento tem gay gente... Em qualquer lugar. Basta olhar para o lado. Talvez, até dentro da sua casa... Estas "coisas horrorosas" não acontecem somente na casa do vizinho. O Raí, faz um puta de um trabalho junto a crianças, e isto sim, tem de ser divulgado. O Zeca Camargo, é um puta profissional da área de comunicação, e isto sim, tem de ser divulgado. Mas enfim, "todo mundo quer saber com quem você se deita; nada pode prosperar."

quarta-feira, 14 de março de 2012

Poesia pura... Também, tem pedigree né!!!!!


Parecer
Letra: Estrela Leminski
Música: Daniel Isolani, Gláucio Giordanni, Renato Villaça e Téo Ruiz

Parece muito fácil
mudar a mente alheia
fazer reforma agrária
uivar pra lua cheia

Parece fácil a beça
distribuir a renda
curtir a natureza
mas a guerra tem pressa

Parece fácil pra caramba
dividir teto, casa, cama
se declarar pra quem se ama

Se é fácil me diz
mudar pra outro país
ver teu show sem pedir bis
entender o que fiz

Parece fácil mas não é
ser homem, ser mulher
entender o que se é

Parece fácil te juro
dizer adeus
viver no seu mundo
ser mais seguro


Esta música é uma preciosidade que descobri no face da Paula. Fui fuçar sobre Estrela e Theo Ruiz, e descobri cada preciosidade, como Quirera, outra música que postei. Demais!!!!!!!! Uma mistura poética com deboche puro... Apure seus ouvidos!!!!!! Afinal, quem você vai escutar é filha de Alice Ruiz e Paulo Leminski.... Precisa dizer mais???

Muito sábia... Muito gostoso com uma pitada de deboche


Quirera
Estrela Ruiz Leminsk e Théo Ruiz

Se vocês querem essa quirera de música de sucesso
Espera, mas espera sentado contemplando o retrocesso
Pudera, quem pensa em lucro e grana
pensa em gana, drama e fama
Pondera, ser artista não é empenho?
estudo, instrumento, palavra, sentimento
Gravar, divulgar, negociar, cobrar, muito ensaio
Tudo isso dá trabalho prá...caramba
Compra o nosso disco pra banda decolar
Coloca na novela pra ver no que vai dar
Mas que hora, mais uma crise de mercado
se não tem QI tá ferrado
Patrocinador evapora
E até lei de incentivo
Acaba dando o crivo pra quem já está muito bem servido
Ou tem um marketeiro querido
E quem tá fora, do grande esquema enfrenta mil problemas
Agora, também é quem dá o tom
porque tem o poder de fazer qualquer som
Decora, o próximo refrão grudento
que é o hit do momento
Simbora, reinventar a nossa fórmula de sucesso
Embora, pra ter acesso é um tanto quanto complexo
Até Rola, mas depende de distribuir,
divulgar, produzir, seduzir, hein?
Vitrola, mesmo sendo quirera
Ou rebola, ou rebola, ou não amola
Evapora quem espera bater na porta
Fazer suas linhas ainda que tortas
É uma estrada em cada passo
que meu caminho eu mesmo traço

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Mandamentos do Jornalista


Contam os alfarrábios que quando Deus liberou para os homens o conhecimento sobre a informação, determinou que aquele “privilégio” iria ficar restrito para um grupo muito pequeno de pessoas. Mas, neste pequeno grupo, onde todos se acham “semideuses”, já havia aquele que iria trair as determinações divinas.

Aí aconteceu o pior! Deus, bravo com a traição, resolveu fazer valer alguns mandamentos do jornalista:

1 - Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.

2- Não terás feriado, fins de semana ou qualquer tipo de folga.

3- Estarás condenado ao eterno cansaço físico e mental.

4- Terás gastrite, se tiveres sorte. Se fores como a maioria, terás pressão alta, princípios de enfarte, estresse e depressão.

5- A pressa será tua sombra e tuas refeições principais serão: lanches da padaria da esquina, a pizza do pescoção ou uma coxinha comprada no buteco mais próximo do local onde realizarás as reportagens.

6- Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo; se te sobrares cabelo.

7- Tua sanidade mental será posta em xeque antes de completares cinco anos de trabalho.

8- Ganharás muito pouco, não terás promoção, não terás perspectiva de melhoria e não receberás elogios de seus superiores e leitores. Porém, as cobranças serão duras, cruéis e implacáveis.

9- Trabalho será teu assunto preferido; talvez o único.

10- A máquina de café será sua melhor companheira de trabalho; a cafeína, porém, não fará mais efeito.

11- Os botecos que ficaram abertos de madrugada serão tua única diversão e somente neles poderás encontrar malucos iguais a ti.

12- Terás pesadelos frequentes com horários de fechamento, palavras escritas erradas, reclamações de leitores, matérias intermináveis, processos, gritos ao telefone...E não raro, isso acontecerá durante o período de férias.

13- Tuas olheiras e mau humor serão teus troféus de guerra.

14- Por mais que sejas um profissional ético, serás visto nas ruas como um canalha.

15- E, apesar de tudo isso, haverá uma legião de “focas” querendo ocupar seu lugar.

Gritaria contra as concessões tem duas boas razões

Os tucanos estão inquietos, desarvorados diante do sucesso do leilão dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Campinas, do qual participaram 11 consórcios e se chegou a um ágio médio de 348% acima do preço inicial.

Foi o suficiente para várias estrelas de plumagem colorida tucana saírem do ninho para criticar as concessões dos aeroportos. Fazem de tudo para passar à opinião pública a ideia de que elas são a retomada do processo de privatização que eles promoveram durante os oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso.

O agora – e de novo – presidenciável senador Aécio Neves (PSDB-MG), por exemplo, acusa o PT de copiar iniciativas econômicas da gestão tucana. “Há um software pirata em execução no Brasil. Porque o original é nosso”, afirmou. Outro senador tucano, Aloysio Nunes Ferreira Ferreira Filho (PSDB-SP) prefere a ironia: “Quero saudar esse reposicionamento do PT em relação às privatizações. Vamos ficar livres da cantilena do PT que a cada eleição as demoniza”.

E o mais destacado editorial do principal reforço tucano nessa linha, o Estadão de hoje, tem o título “A primeira privatização petista”. Entre os tucanos, a mais entusiasmada com a estratégia de passar a opinião pública que o PT também privatiza, a economista Elena Landau, em entrevista à Folha de S.Paulo pontifica: “passei o bastão, a musa das privatizações agora é a presidenta”. E fulmina: as concessões agora igualam o PT ao PSDB.

Desatinos da gestão tucana

Luiz Carlos Mendonca de Barros – presidente do BNDES e ministro das Comunicações no governo FHC até faz reparos. O modelo das concessões dos aeroportos, confessa, “não é o meu modelo ideal”. Realmente, concordo, não é o mesmo modelo que deu de presente a Vale e retirou o Estado da telefonia desnacionalizando o setor.

Toda essa orquestração não passa de desespero do tucanato frente ao sucesso das concessões feitas pelos governos do PT. Aliás, há que se diferenciar concessão de privatização, como bem pontua, hoje, o nosso colaborador José Augusto Valente, em seu artigo “Governo faz gol de placa em licitação de aeroportos ”.

Com estas concessões de agora, apenas repete-se o bom desempenho dos governos dos presidentes Lula e Dilma Rousseff no setor de rodovias – concedidas mediante exigências completamente diferentes das estabelecidas nesta área pelo tucanato. E vêm aí as concessões dos portos e as revisões dos contratos das ferrovias, onde nunca o poder público investiu tanto.

É bom que se diga, ainda, que boa parte das ações do governo é feita para consertar desatinos da gestão tucana. É por isso que hoje assistimos a ampliação dos investimentos públicos na infraestrutura, em energia, petróleo e gás, que praticamente não existiram nos oito anos da era FHC.

Arrogância e desespero

Quando os tucanos apresentam as concessões como “privatizações” – e eles sabem a diferença – e com apoio de parte da mídia, as consideram prova de que não temos “capacidade administrativa” e de investir, na verdade apenas externam seu nervosismo e arrogância.

Comparando-se os dois períodos (oito anos de tucanato e nove de petismo) os dados e números os desmentem tranquilamente. No caso dos aeroportos, indicam exatamente o contrário: foi o governo Lula quem mais investiu na área.

A percepção pode até ser outra – também, devidamente auxiliada pela mídia – mas porque vivemos um boom de crescimento do setor com o aumento do número de passageiros. O total de pessoas que viajam de avião mais do que dobrou na era Lula.

Passaram recibo

Na era tucana o cenário era outro. O país parou, não crescia, e quebrou duas vezes. O Brasil foi de pires na mão pedir dinheiro ao FMI. Não investia quase nada em infraestrutura, e nada em petróleo e gás. Em energia, nem vale a pena mencionar. O apagão de 2001 fala por si.

Tanto alarde feito pelo PSDB comprova apenas uma coisa: os tucanos passaram recibo, estão com ciúmes! Como vemos, o motivo para tanto nervoso é que… o Brasil está dando certo!

Mas há, ainda, uma outra razão oculta para os tucanos baterem tanto nos contratos de concessões. Eles estão de olho é no livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., publicado pela Geração Editorial. Toda essa gritaria é para esconder a privataria tucana denunciada no livro. Com documentos. Esta, sim, precisa ser investigada e sua história contada…

por José Dirceu, em seu blog


Abaixo, outra matéria que você não vê no PIG!!!!!! Afinal, o pessoal do PIG deveria aprender a diferença enorme entre privatização (vender) e concessão (ceder por um tempo determinado). Como diz meu primo Tim, "ah a língua portuguesa!!!" E para completar, o tucanato ou PSDBosta, muitas vezes não vendeu... Mas doou... Caso da Vale!!!!!!


A volta das privatizações?

A impressão dos jornais, colunas e especialistas depois dos leilões que concederam três dos maiores aeroportos brasileiros à iniciativa privada é de que, depois de anos de oposição ferrenha ao processo de desestatização nos governo Collor e Fernando Henrique Cardoso, o PT cedeu e iniciou uma nova era das privatizações. No Twitter, Elena Landau, presidente do BNDES no governo FHC comemorou a “vitória”: “Hoje é dia muito importante: o debate sobre privatizações se encerrou… e nós ganhamos”. Pouco depois, satirizou a presidenta: “Hoje me aposento e passo o bastão: Dilma é a nova musa das privatizações”.

“O PT privatizou”, “A privatização está de volta” “O PT mudou”. Esse era o tom geral das manchetes e artigos nos jornais da terça-feira. Os sindicalistas do PSDB fizeram questão de aplaudir Dilma.

“A privatização promovida pelo governo Dilma demonstra, na opinião do Núcleo Sindical do PSDB-SP, que houve amadurecimento na mentalidade estatizante que o partido da presidente pregava nos anos 90″, declararam em nota.

No leilão na bolsa de valores de São Paulo, na segunda-feira 6, o aeroporto de Guarulhos foi adquirido pelo consórcio da Invepar (formada pelas empresas de fundo de pensão Previ, Funcef e Petros), a construtora OAS e a operadora estatal sul-africana ACSA, com lance de 16,21 bilhões e ágio de 373,5%.

O aeroporto Juscelino Kubitschek em Brasília, principal centro de distribuição de voos no Brasil, foi concedido ao consórcio Inframerica, das empresas Infravix e a argentina Corporación America, com lance de 4,5 bilhões e ágio surpreendente de 673%. Viracopos, de Campinas, ficou com a Triunfo e a francesa Égis, que administra 11 aeroportos em países africanos.

A comparação foi feita com as privatizações da década de 1990 parte do Plano Nacional de Desestatização. Na época, empresas como Usiminas, Vale do Rio Doce, Eletropaulo, Banespa, Embratel e Telebras foram vendidas ao capital privado. No entanto, como explica Gilson de Lima Garafalo, professor dos cursos de economia da Universidade de São Paulo (USP) e da PUC-SP, os dois processos são muito diferentes.

Agora, a transferência foi feita por meio de concessões – a empresa não é vendida, mas “emprestada” por um período de tempo. O governo repassa aos compradores a administração dos aeroportos para esses consórcios, mas continua “dono” do negócio e, portanto, com maior possibilidade de fiscalização. O mesmo foi feito com rodovias, como a Fernão Dias, e rodoviárias, como Tietê e Jabaquara,em São Paulo. Além de reaver a empresa depois de um período, o modelo de Dilma Rousseff blindou possíveis demissões em massa ao manter a Infraero com 49% desses aeroportos e estipular investimentos obrigatórios.

“Na privatização, o novo dono racionaliza todo processo produtivo, o que vai passar pela demissão de pessoas. O PT, dentro de seu corporativismo, não queria quadro de demissões”, diz ele.

Da maneira que foi feita, com uma série de empreendimentos previstos, o mais provável é que o corpo de funcionários tenha de ser ampliado. Até a Copa do Mundo de 2014, são estimados 2,9 billhões de reais em investimentos nos três aeroportos. Além disso, a Infraero fica como um braço da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão do governo responsável por fiscalizar esse segmento.

“O governo [FHC] precisava de dinheiro para resolver o déficit de caixa e não tinha condições de acompanhar avanços tecnológicos que aconteciam”, explica Garafalo, sobre a necessidade das privatizações no mandato de Fernando Henrique.

“Mas foi vendida a totalidade das empresas estatais e não resolveu problemas de caixa, por conta da má-administração dos recursos”, diz. Segundo ele, o dinheiro da privatização foi usado em despesas correntes, sem reduzir o déficit público e nem aumentar investimentos públicos.

A ideia dessas concessões é de que, até a Copa de 2014, os aeroportos ganhem investimentos em infraestrutura e operem com capacidade para receber o contingente de turistas que virão ao país nos megaeventos dessa década. A concessão seria interessante para desburocratizar e, portanto, acelerar o processo, uma vez que dispensaria o processo de licitações e concorrência para a contratação, além de outros entraves da administração pública. “O Brasil não podia mais perder tempo: a Copa do Mundo está aí”, afirma o especialista.

Para ele, a concessão da segunda-feira 6 foi feita de forma inteligente, resultado de um aperfeiçoamento desse sistema nos últimos anos.

Ficou dentro da casa

Assim como na época de FHC, o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) será o principal financiador dessas empresas. A instituição deve financiar cerca de 60% das obras civis e 80% da aquisição de equipamentos. Na época de FHC, o banco chegou a fazer aportes de 100% da compra, como no caso da Eletropaulo.

Além dos 49% da Infraero, a concessão do aeroporto de Guarulhos ficou “dentro de casa”, segundo Garofalo, ao ser comprada por consórcio com a empresa Invepar, que inclui os fundos de pensão estatais Previ, Funcep e Petros. “Foi placa branca, no caso de Guarulhos”, diz.

Por Clara Roman na Revista Carta Capital

E em tempos de Carnaval... Puxo o coro:

"Dilma, eu não me engano, privatizar é coisa de tucano."

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

“Lucilia – Rosa Vermelha” será lançado na sexta-feira, 13


“Lucilia – Rosa Vermelha” é o título da biografia da pioneira do feminismo em Uberaba e de uma das 17 primeiras vereadoras de Minas Gerais, eleita aos 35 anos, em 1947, em Campo Florido, no Triângulo Mineiro. Ela pertencia ao PSD (Partido Social Democrático), embora fosse ligada ao então clandestino PCB (Partido Comunista do Brasil) desde os 18 anos. Lucilia Soares Rosa nasceu em Uberaba (MG), em 1912, filha do alfaiate Calisto Rosa e sobrinha do professor e agrimensor Alexandre Barbosa, católicos até a adolescência, ambos tornaram-se anticlericais e anarquistas. Eles exerceram importante influência sobre ela. Seu avô materno, José Severino Soares, o "Juca" Severino, foi respeitável fotógrafo no Brasil Central, entre 1860 a 1917.
Lucilia não foi batizada na igreja. Nunca pintou as unhas e nem se maquiou. Namorou muitos. Dois primos a pediram em casamento. Foi costureira de vestido de noiva. Casou por contrato com homem casado. Foi professora, faxineira e cozinheira de 'mão cheia'. Ateia desde criancinha e espiritualista aos 90 anos: "Há algo mais. Eu não acredito em Deus, mas alguns amigos acreditam e eu acredito neles", dizia.
“O Capital” - principal livro de críticas ao capitalismo - foi sua cartilha durante décadas, mas nos último anos de vida gostava que lessem a “Bíblia” para ela. “Dedicou sua vida à causa revolucionária. Lutou por uma sociedade justa para todos. Lucilia significava solidariedade, sinceridade. Disciplinadora, porém doce, amável e, às vezes, até angelical. Gostava muito de conversar. De contar causos seus e dos outros, todos sem censura”, relata o jornalista Luiz Alberto Molinar, coautor do livro.

Morou com Ivete Vargas, Prestes e Anita
Ousou e enfrentou preconceitos ao ligar as trompas em 1939, depois de ter dois filhos. Essa operação somente realizava-se na Europa. Fora presa duas vezes. Em 1949, ao cuspir no rosto do delegado de polícia, em Campo Florido. Ficou detida por 13 dias por participar de manifestação contra o envio de jovens brasileiros para a Guerra da Coreia. Foi em 1951, em Uberlândia. Morou em São Paulo durante 15 anos, de 1958 a 1972, quando trabalhou como doméstica, entre outras patroas, para a deputada federal Ivete Vargas (PTB), sobrinha do presidente Getúlio Vargas, que conseguiu-lhe emprego na Caixa Econômica e nos Correios. Rejeitou e manteve-se na profissão que possibilitou-lhe as formaturas em odontologia dos dois filhos.
Lucilia tinha memória extraordinária e manteve um acervo rico de documentos, entre eles, correspondências que manteve com Luiz Carlos Prestes, secretário-geral do PCB entre os anos de 1930 e 1980, e com Anita Leocádia, filha dele com Olga Benário, morta em campo de concentração nazista, na Alemanha. Lucilia manteve contato permanente com ela por mais de 30 anos. Moraram juntas durante dois anos e meio, entre 70 e 72, clandestinamente, durante os anos mais sangrentos da ditadura civil-militar, em São Paulo (SP). Passava-se por tia de "Alice Nascimento", codinome de Anita. Residiu também, durante três meses, em 1962, na capital paulista, com a família de Prestes, a quem ajudava a cuidar de seis dos sete filhos.

Candido Portinari e Jorge Amado
Outras celebridades da política e da cultura nacional que mantiveram relação com pessoas ligadas a Lucilia são enfocadas. Entre elas, o pintor Candido Portinari, amigo do português e corretor de seguros Antonio Manoel Mendes André, diretor, no final dos anos de 1940, do jornal paulistano “Hoje”, ligado ao PCB, e que tinha como redator-chefe o escritor Jorge Amado. Mendes, e seu melhor amigo, o pai de Lucilia, visitavam frequentemente Portinari, em Brodowski (SP).

Abel Reis, Afrânio Azevedo, Caparelli e Zote
Nomes importantes em Uberaba e região que mantiveram relações diretas com o PCB, entre os quais o engenheiro da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro e professor da Faculdade de Engenharia do Triângulo Mineiro, Abel Reis, são apresentados no livro. A vida do fazendeiro Afrânio Azevedo, premiado criador e exportador de gado zebu para o Peru e doador ao deputado federal Mário Palmério (PTB) das áreas onde se localizam os câmpus da Uniube (Universidade de Uberaba), também é abordada. Em troca dos imóveis, foram concedidas bolsas de estudos a alunos carentes, alguns deles filhos de comunistas. Um dos beneficiados foi o ex-prefeito Wagner do Nascimento (PMDB), filho do sapateiro e pecebista Olívio Nascimento.
Azevedo elegeu-se deputado estadual pelo PCB em 1946, em Goiás, onde foi o principal produtor de arroz nos anos de 1950, e proprietário de oito fazendas. Manteve amizade com Prestes – que era recebido com frequência em Uberlândia, onde também residia o fazendeiro - entre os anos de 1940 e de 1960. Desde o final da década de 1930, insistia com o médium espírita Chico Xavier – a quem visitava em Pedro Leopoldo (MG) e levava a Uberaba para dar assistência espiritual aos filhos acidentados - a mudar-se para o Triângulo Mineiro.
O advogado trabalhista e vereador Benito Caparelli, cassado após o Golpe Civil-Militar de 1964 e preso durante 105 dias, é outro importante membro do PCB que tem sua vida abordada no livro. O conhecido comerciante José Formiga do Nascimento, o “Zote”, fundador entre outras empresas da Nacional Expresso, contribuía, financeiramente, com o Partido Comunista, também é citado na obra.

Jogadores do Uberaba, Barão, Nenê Mamá e Barbosa
Lucilia desde a adolescência, em meados de 1920, manifestava sua personalidade feminista ao frequentar o estádio do USC (Uberaba Sport Club), a um quarteirão de sua casa. Era levada por seu pai, acompanhada das irmãs e irmão. Naquela época, mulher não ia a jogos de futebol. Ela sabia as posições dos jogadores em inglês - como era usual - e os nomes dos atletas da época: Gradinho, “um negro de Conceição das Alagoas (MG)”, o “beck”, isto é, zagueiro, o uruguaio Blado, e o “preto alto” Badu. A ligação dela com o USC se deu ainda ao hospedar atletas do colorado em sua pensão ou fornecendo refeição a alguns deles, nos anos de 1950.
Lourival Balduíno do Carmo, o “Barão”, autor da letra do hino do USC, também era atuante comunista, amigo do pai de Lucilia e supervisor de ensino em Campo Florido, quando ela residiu naquele município, entre 1930 e 1950. O paulista Waldomiro de Campos, o “Nenê Mamá”, fundador da Liga Uberabense de Futebol em 1943, e gerente do USC entre os anos 50 e 70, também era pecebista. Técnico do Uberaba em duas oportunidades, Barbar Caui, o “Barbosa”, que inovou nos treinamentos ao aplicar a técnica húngara, militou intensamente no PCB. Passagens das vidas deles constam do livro.

Quebra-quebra de 52 e a “explosão do bar do Antero" em 69
A instituição da cobrança de impostos sobre produtos hortifrutigranjeiros, pelo governador Juscelino Kubitschek em 1952, causou uma revolta popular em Uberaba. Repartições públicas foram destruídas por cerca de 100 manifestantes, que atiraram móveis e documentos no córrego – a céu aberto – na av. Leopoldino de Oliveira e chegou a represar a água. A participação de comunistas, documentos da polícia e publicações em jornais também são mostrados no livro.
Oito vítimas fatais, quatro feridas e sete prédios destruídos foi o saldo do fato conhecido como a “explosão do bar do Antero”, famoso por seu sanduíche de pão com bife, frequentado por estudantes universitários e por integrantes do PCB. Suspeitava-se que o motivo do acidente tivesse sido o estouro de botijão de gás. Entretanto, perícia policial apontou como causa a pólvora armazenada em loja vizinha de fogos de artifício. A presença permanente no local e na vizinhança de comunistas provocou uma série de versões sobre o motivo da ação. A obra revela relatórios da Polícia Civil e detalha informações a respeito.

Morte aos 98 anos
Lucilia morreu aos 98 anos, em 3 de março de 2011, e o prefeito Anderson Adauto (PMDB) decretou luto oficial de três dias. Ela deixou dois filhos dentistas. Calixto Rosa Neto foi eleito vereador pelo PSD em Campo Florido, em 1963, e cassado e preso pelo Golpe Civil-Militar de 1964. Elegeu-se vereador em Uberaba, com mandato de 1983 a 1988, pelo PMDB. Moizés Soares Rosa foi diretor da cooperativa Uniodonto. Lucilia contava com 13 netos, oito bisnetos e uma trineta.

Dilma reverencia Lucilia
A presidenta Dilma Rousseff (PT) reverenciou a trajetória de Lucilia no dia 17 de março do ano passado, em discurso oficial após assinar protocolo de intenções da Petrobras para a implantação da Unidade de Fertilizantes e de um gasoduto em Uberaba, no valor de cerca de R$ 3 bilhões de reais. Eis as palavras de Dilma:
- Neste mês em homenagem à luta internacional das mulheres, queria homenagear uma mulher muito corajosa aqui de Uberaba. Dona Lucila Soares Rosa, que faleceu aos 98 anos. Foi uma das primeiras vereadoras de Minas Gerais. Não foi vereadora numa época em que era fácil. Foi vereadora numa época em que a discriminação era mais forte. Participou de movimento sem se deixar intimidar ou esmorecer. Portanto, a minha homenagem à dona Lucila.
Outra homenagem a Lucilia será a denominação do restaurante popular, a ser inaugurado num casarão da pç. Rui Barbosa, acima do Elvira Shopping. O projeto é uma pareceria do governo federal com a prefeitura. A sugestão foi apresentada ao prefeito em reunião com a Comissão Executiva do PT, em julho passado.

O livro
O projeto de pesquisa sobre Lucilia surgiu durante visita do então presidente da Câmara de vereadores de Uberaba, Lourival dos Santos (PC do B), a ela. Estava, em 2006, com a saúde debilitada após 25 dias em coma. Ao ser indagada sobre seu sonho, disse que gostaria de ter sua trajetória publicada em livro. A partir daí, a então diretora de Comunicação do Legislativo, Evacira de Coraspe (foto - 2ª da esquerda para a direita), idealizou o trabalho desenvolvido pela historiadora Luciana Maluf Vilela (foto - 4ª da esquerda para a direita) e pelo jornalista Molinar (foto - 1º da esquerda para a direita). A obra seria publicada no final de 2010, porém a crise financeira pela qual passava a Câmara inviabilizou sua publicação.
O livro previsto para ser produzido em quatro meses, se estendeu a três anos em consequência da riqueza de fatos e de dados contados pela protagonista e o acesso dos autores a documentos, entre outros, produzidos, principalmente, por órgãos de segurança e obtidos nos arquivos públicos de Uberaba, Uberlândia (MG), Mineiro, de São Paulo, Nacional, no Rio de Janeiro (RJ) e em Brasília (DF). E as 100 páginas planejadas foram ampliadas a 417. Elas revelam, além da personalidade e os caminhos de Lucilia, a trajetória de anarquistas, de espíritas, de maçons e de comunistas, grupos combatidos, sistematicamente, pelo clero da igreja católica. Enfim, o livro aborda a origem dos movimentos populares e de seus agentes em Uberaba e região, desde o final do século 19 até a década de 1970.
“Lucilia – Rosa Vermelha” é uma publicação, com 250 imagens, da Editora Bertolucci, de Sacramento (MG), com tiragem de duas mil cópias. São 46 capítulos em cerca de 200 páginas, abordando a vida da biografada e fatos ligados a ela. Uma cronologia a partir de 1838, com o nascimento de seu avô materno, Juca Severino, registra passagens envolvendo familiares, amigos, companheiros de lutas e acontecimentos locais, regionais, nacionais e internacionais relacionados à vida de Lucilia. São dedicadas, aproximadamente, 100 páginas a esse capitulo, e outras 100 listam – em forma de verbetes - mais de 500 nomes de comunistas e de simpatizantes residentes em Uberaba, além de outros cerca de 300 moradores em 21 municípios da região.
Foram mais de três anos de pesquisas, redação e editoração do livro, que contou com 64 entrevistas realizadas pelos autores e nove feitas por servidores do Arquivo Público de Uberaba. E, ainda, consultados 83 livros, 24 revistas, 150 jornais, 13 dissertações universitárias, seis processos judiciais e assistidos seis documentários.
Uma das orelhas do livro é assinada pelo proprietário da Editora Bertolucci e membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro, Carlos Alberto Cerchi. Avalia ele que a obra “traz uma extraordinária contribuição à pesquisa histórica, lançando luzes para desfazer o mito existente sobre o conservadorismo interiorano”. Na outra orelha, o professor de economia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e autor de 10 livros sobre política, Juarez Guimarães, destaca três razões para se ler a publicação. Entre as quais diz que “possivelmente tocados pela grandeza e generosidade da vida que narravam, os autores construíram uma verdadeira história social da esquerda do Triângulo Mineiro. Isto é, a própria memória das ‘pessoas humildes sem história’ – com suas cores, seus retratos, suas aventuras e fracassos, utopias e esperanças”.

Lançamento
A noite de autógrafos será no próximo dia 13, sexta-feira, das 19h às 22h, no Centro Cultural Cecília Palmério, no câmpus-Centro da Uniube, na av. Guilherme Ferreira. A banda Lira do Borá, de Sacramento, interpretará músicas do cantor Jamelão, o preferido de Lucilia, e o hino do USC. O violoncelista Carlos Pérez e o ator Milo Sabino apresentarão o hino “A Internacional”, de movimentos socialistas, que a homenageada cantava com emoção. O documentário “Lucilia: 90 Anos de Memória”, produzido por então estudantes de jornalismo em 2002, entre eles a jornalista Tereza Ávila, será exibido durante o evento.






Acesse
Acesse o blog Lucilia Rosa – Vermelha
www.luciliarosavermelha.blogspot.com

Assista ao documentário "Lucilia: 90 Anos de Memória"
www.youtube.com/watch?v=_cgl3pMJpmA


Fonte: Luiz Alberto Molinar