terça-feira, 30 de abril de 2013

Xô escritório!!! E viva o independente

Foto: Ana Paula Neves
"Dinheiro é um pedaço de papel
O céu é um
O céu na foto é um pedaço de papel,
Pega fogo fácil
Depois de queimar dinheiro vai pro céu
Como fumaça
Também é fácil rasgar
Como as cartas e fotografias
Aí não se usa mais
Porque dinheiro é um pedaço de papel
Um pedaço de papel é um dinheiro
Dinheiro é um pedaço de papel
Pode até remendar com durex
Mas não é todo mundo que aceita
O que não se quer melhor não comprar
O que não se quer mais
Melhor jogar fora do que guardar em casa
Dinheiro tem valor quando se gasta
Um pedaço de papel é um pedaço de papel
Dinheiro não se leva para o céu"

Foto: Ana Paula Neves

É, como diz Arnaldo Antunes, dinheiro é um pedaço de papel... Mas todos precisam dele para sobreviver. E aí é que está... Produtor cultural, com eventos de extrema importância para a comunidade, têm de se submeter a outras profissões para poder colocar à mesa a comida de cada dia!!!! Patrocínio, incentivo por parte do poder público... Cadê???!!!! Divulgação então!!!! Enfim, um roteiro complicado para quem se "aventura" neste meio.
Mas meus ouvidos, retina, tato, enfim, todos os meus sentidos agradecem a profissionais como Letícia Rezende. Sorriso e olhar desconfiado, mas com um potencial enorme. Ela já foi do grupo Fora do Eixo. Objetivo??? Colocar Uberaba no Circuito Mineiro de Música Independente. Conseguiu. A partir daí, a produtora cultural conseguiu realizar muitos festivais por aqui. "Conseguimos conectar o máximo de cidades. Chegamos a realizar 28 shows em 30 dias, do Acre a Santa Maria", comemora.
Letícia também participou do Megalozebu, hoje extinto, mas, apesar da falta de patrocínio, de incentivo, o Novas Tendências, que surgiu antes do Megalozebu, ainda respira. Está na sua 7ª edição. E esta amante do hardcore, do punk, está fazendo história. Sem dinheiro (que é um pedaço de papel!!!!), Letícia afirma que prefere se aventurar em bares noturnos como barman para sobreviver, a abandonar sua causa. "Já tivemos o patrocínio de uma grande empresa. Hoje, a Prefeitura oferece a estrutura, mas não é tudo", afirma. Mais um ano de muita luta pela frente. Mas, para ela, ficar em um escritório, prestando serviço, com horário, não a faria tão feliz quanto esta vida. "Está no meu sangue. Desde os meus 17 anos não me vejo em outra vida", destaca. 
Não faltam projetos... Além do Novas Tendências, Letícia também faz "respirar" o Grito Rock em Uberaba, na sua 5ª edição. "É um grande evento. Para se ter uma ideia, participam 300 cidades de 20 países, mas mesmo assim, temos dificuldades de investimento", lamenta.
Em sua opinião, há muito incentivo por parte do governo federal, mas não caminha muito em Uberaba. Ela lembra que agora estão começando os diálogos, e em Uberaba agora está sendo projetado o Plano Municipal de Cultura. "A Fundação Cultural de Uberaba sempre foi muito acomodada. Neste momento, é prematuro falar sobre o que vai acontecer, já que a atual Presidência assumiu agora, e parece que tem um diálogo melhor com os artistas. Percebo a Sumayra (presidenta da FCU) mais focada na cultura. Vamos aguardar", pondera.
Foto: Ana Paula Neves


Estrada - Quem vê Letícia Rezende, nitidamente jovem, em todos os sentidos, não tem noção de sua trajetória tão longa na busca de divulgar a música independente. "Tudo começou aos 13 anos. A minha paixão pela música já era evidente", diz.  Ela então foi estudar, e ser guitarrista de uma banda formada só por meninas. Isto, aos 17 anos. O grupo era focado no feminismo e tinha uma atitude subversiva. 
Mas a produtora cultural não ficou só nisto. Ela queria mais, e começou a apresentar um programa em uma rádio comunitária todos os domingos. Além do punk, hardecore, faziam parte da programação de Beatles a Chico Science. "Mas aí.... a polícia fechou a rádio", recorda.
Desistir???!!! Não faz parte do dicionário de Letícia. Foi quando conheceu o pessoal do Porcas Borboletas, um grupo de Uberlândia. E aí, toda a trajetória você já sabe. Muitos festivais, Novas Tendências, Grito Rock, Fora do Eixo....
Ah!!! E tem mais. Apesar do incentivo estar na UTI, ela ainda tem projetos individuais hoje em dia. "Quero trabalhar um pouco independente", diz. E um de seus novos projetos é a discotecagem de música brasileira. Em um evento realizado na Livraria Alternativa Cultural,  ela mostrou tudo sobre a música nordestina. Bom ficar de olho, nos próximos eventos desta produtora cultural. Vale a pena.
Letícia nos recebeu na Sapólio Rádio, onde vários produtos são disponibilizados para quem aprecia a música independente. CD's, camisetas, livros, enfim, toda uma "parafernália", para quem quer de alguma forma, contribuir para o crescimento destes grupos, como Uganga, Seu Juvenal, e muitos outros. 

Foto: Ana Paula Neves

Foto: Ana Paula Neves

quinta-feira, 25 de abril de 2013

FAÇA VOCÊ MESMO

Foto: Ana Paula Neves
Este é o fanzine!!!! Uma forma de se comunicar, de protesto... Assim, muitas pessoas conseguem transmitir suas mensagens de maneira artística, e muito, mas muito criativa. A artista fanzineira Thina Curtis, além disto, encontrou outros caminhos. Depois de mais de 20 anos na estrada, se realiza hoje como arte-educadora. "Atendo a comunidade da periferia em São Paulo, e também a Fundação Casa", conta. 
No começo, como todo mundo que se aventura nesta arte, ela bancava tudo, mas hoje, vive do fanzine. "Cumpro hoje minha missão. Lido com menores infratores e crianças muito carentes. A informação nestes lugares é muito precária. Por isto, nada melhor que o fanzine para trazê-los para o mundo real", destaca.
Thina Curtis comemora ainda o fato de que, neste final de semana, o Coletivo Fanzinada completa dois anos. "Com o Coletivo conseguimos levar esta arte para a periferia. Chegar mais próximo destas pessoas", diz. 
Devido ao seu grande trabalho, a fanzineira ainda está concorrendo ao 25º Troféu HQ Mix. "Estamos concorrendo na categoria "Melhor Evento". Inclusive, na mesma categoria, também está a Feira Internacional de Quadrinhos, um dos maiores eventos da América Latina, ligado a publicação independente", afirma.

Alma rebelde - Thina tem orgulho da sua trajetória. "Tinha 13 anos, quando presenciava meu pai chegando em casa com panfletos e lambe-lambes", recorda. Ela narra que seu pai era militante de esquerda, na ocasião em que trabalhava no ABC Paulista. "Também meu pai tinha uma banca de jornal, onde tudo acontecia", lembra. Ela pontua ainda que na ocasião aconteceram os primeiros shows de punk rock, e que o ABC se tornou um polo de cultura. "Aí, nesta mesma onda veio a cultura hip-hop."

Tombamento - Thina comemora ainda o trabalho que está sendo feito em torno do tombamento do Dia Nacional do Fanzine, pelo pesquisador Gazy Andraus. "Estamos lutando por isto. O dia 12 de outubro foi escolhido, porque nesta data foi lançado o primeiro fanzine no Brasil, mais especificamente em Piracicaba (SP). O ano foi 1965, e o trabalho foi de Edson Rontani.

Foto: Ana Paula Neves

Uberaba - A fanzineira, arte-educadora, ou ainda, dona fanzine, ou seria rainha... Bom, defini-la não é fácil. Resumindo, todas elas, em uma só, esteve em Uberaba durante a Iª Semana de Arte de Rua, evento este promovido pela Roulets. "Eles fizeram a proposta e tenho o maior orgulho de estar aqui. Afinal, sou de Santo André, mas tenho familiares em Uberaba. Gosto muito daqui", garante.
Para ela, foi gratificante ver as crianças com tanto interesse por esta arte. Ela realizou, durante o evento, Oficina de Fanzine, e depois participou de um debate entre os artistas do break, grafiti, e fanzine, fechando assim a Semana de Arte de Rua. 
Pela Roulets estava a produtora cultural Kate Árabe. Do fanzine, além de Thina, estava também Jéssica Barcelos Valeriano, e Manu Henriques. No final, todos os artistas ali presentes consideraram o evento um grande passo para colocar de vez a cultura hip-hop no cenário uberabense. 

Foto: Ana Paula Neves




Foto: Ana Paula Neves



Foto: Ana Paula Neves

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O GRITO QUE VEM DAS RUAS

Foto: Ana Paula Neves
Fazer acontecer!!!! Se há alguns meses alguém ouvisse Puf Capitão Caverna e Marina Scalon (foto ao lado) conversando sobre uma exposição de Arte Urbana, iria dizer que os dois estavam literalmente doidos. Mas não!!! Sem grandes apoios, verbas exorbitantes (ou mesmo uma verbinha...), o que era conversado informalmente pelos dois, acabou se tornando realidade. Depois de muita conversa, eles resolveram procurar apoio. Foi aí, que viram na Roulets o interesse em promover o evento. A partir daí, tudo começou a caminhar. Depois de um mês de oficinas de Graffite, e na última semana, de Fanzine, a mostra do final de semana foi um sucesso. "Temos de desbanalizar o artista de rua. São pessoas taxadas de vândalos, drogados, vadios. Considero que o primeiro passo para mudar esta visão foi dado", comemora a fotógrafa Marina Scalon. Enfim, a cultura do hip hop ganhou espaço em Uberaba. Durante o evento, além da exposição, que aconteceu na Livraria Alternativa Cultural, tiveram ainda apresentações do breakdance e muito rap.
Para Marina, quem esteve presente na mostra, interagiu muito com os artistas, o que os aproxima da comunidade em geral. "Devido a este sucesso, pensamos em realizar este evento pelo menos uma vez por ano. Conseguimos mostrar que a arte se renova, e que enfeita o espaço urbano. Isto não é vadiagem,  nem vandalismo", destaca.
Enfim, o final de semana foi de muita arte!!! Arte esta, muito discriminada pela sociedade, mas que desta vez esteve mais próxima, graças ao trabalho da Roulets, Puf e Marina, com apoio da Livraria Alternativa.  Não percam as próximas edições... Deixe o seu preconceito de lado e participe, apoie, patrocine!!! Aguce seus ouvidos e escute este grito de liberdade e protesto. Você não vai se arrepender!!!

Foto: Ana Paula Neves

segunda-feira, 15 de abril de 2013

"Vamo" pro bate-chinela


Êta época boa!!! Das festas que faziam sucesso nos tempos do Falamansa e Rastapé. E a banda Pelepesquê, juntamente com Muh! (produção) e Livraria Alternativa Cultural (apoio), não vão deixar o povo de Uberaba ficar sem o forrobodó. E vamos amanhã escutar o som do Triângulo, Zabumba e Sanfona. 
Depois de uma conversa com a banda, a editora chefe do Muh! - jornal cultural -, Mariana do Espírito Santo, afirma que viu então a oportunidade de inovar. "Convidamos a banda Pelepesquê, que logo acreditou na ideia", comemora. Então, para quem gosta de um forrobodão, amanhã, dia 16 de abril, acontece o primeiro Baião da Vaca Verde. "Este é só um esquenta para uma série de eventos regados a muito forró e música nordestina. Em junho, quando será realizado o Arraiá do MUH!, serão oferecidos workshops de dança (forró e arrocha) e mais uma edição do baião", avisa Mariana.
E, com o objetivo de promover um intercâmbio com os elementos de identidade regional de outras regiões do país, o evento de amanhã conta com a participação da DJ Letícia Rezende, que montou um set list especial com várias gerações da música do nordeste. "O  MUH! veio para isto. Para produzir novos espaços de encontro permeados de artes, cultura e música", arremata a "retada" editora chefe do jornal cultural.
O Baião da Vaca Verde acontece das 19h às 22h, na Alternativa Cultural, localizada na rua Major Eustáquio, 500. Ainda dá tempo de comprar seu ingresso, que custa R$ 20,00. 

sábado, 13 de abril de 2013

Um "Geografia da Palavra" maduro e sensível na ótica da Cia Rogê

"Era da gente a venda que tinha quase na esquina da praça. O pai me encarregava de fazer entrega dos pedidos que vinham dos fregueses por telefonemas ou por ensebados bilhetes. principalmente, fazer entrega dos pedidos da comadre Maria Augusta

1/2 kg de café PSP
2 sabonetes Carnaval
1 vidro de Leite Rosas
1 vidro de Lustra Móveis
1 envelope de Veramon

Teu peignoir me enternece, comadre!

Meu olhar pregado no chão, eu fazia entrega do pedido e das minhas mãos suadas saía o troco, já combinado pelo telefone.

.....

A cafetina Maria Augusta morreu faltando apenas 12 dias para a chegada da estação da primavera. Como diria um poeta romântico: o despetalar da derradeira pétala da flor incerta e ruiva que é o mal-me-quer, bem-me-quer, mal-me-quer, bem-me-quer, não me queira mal, senhor de tal, se me quer, se te quero, se te querem, quem me quer? bem-me-quer? quem te quer? quem te quer bem? tem quem te quer? tem quem te quer bem? tem quem? tem quem te quer bem? tem quem? tem quem? tem? tem! tem..."

Foto: Ana Paula Neves - via Iphone


Este é mais um aperitivo, para que você levante do sofá neste domingo e vá assistir ao espetáculo Geografia da Palavra, de autoria de Jorge Alberto Nabut e tão bem traduzido pela Cia Rogê. 
Vai valer a pena. Ontem, foi a estreia, e o que foi transmitido ao público foi um grande cuidado com esta obra prima. No final, fui conversar com o diretor e ator Emílio Rogê, que estava muito empolgado com o que havia apresentado. "Do ano passado pra cá, tivemos uma evolução grande. Foi tudo feito com muito carinho e, com a colaboração de grandes pessoas. Com certeza apresentamos algo mais maduro", comemorou.
Sim, o "Geografia da Palavra" veio para ficar na ótica da Cia Rogê. Vá prestigiar. Vale a pena.  "Geografia da Palavra em concerto" terá outra apresentação no dia 14 de abril, amanhã, domingo, às 20h, no Centro de Cultura José Maria Barra. 
Para saber tudo sobre a ficha técnica do concerto, clique aqui.


sexta-feira, 5 de abril de 2013

A GENTE NÃO QUER SÓ COMIDA

Estúdio Puf Capitão Caverna - Foto: Ana Paula Neves

O que é cultura??? Ou arte.... Para cada um ela tem um alcance, um objetivo, uma forma. Vou além. Graffiti é arte, ou seria pichação??? Para o artista Puf Capitão Caverna, tudo é arte sim. É cultura. "São manifestações da mesma forma. Em cavernas da antiguidade são encontradas comunicações visuais feitas com fezes, sangue, enfim, com que tinham", diz. Isto, provocou uma discussão (no bom sentido) naquele momento de sua "expressão verbal" (risos). Em sua opinião, o cenário mudou, mas tudo continua a mesma coisa.
Discussões a parte, abril é um mês que se respira cultura em Uberaba, já que grandes eventos estão acontecendo. Além de peças teatrais, oficina de Rimas, também está ocorrendo a Oficina de Graffiti. No dia 30 de março aconteceu a apresentação e introdução ao desenho. No dia 6, amanhã, será o desenvolvimento do projeto, e no dia 13, é a finalização. O projeto está sendo realizado na Escola Municipal Bezerra de Menezes, na rua Patos, 391. "O objetivo é mostrar que a cultura não é limitada. Temos que colocar a arte fora dos espaços eruditos, da elite, para que todos vejam. A arte é de todos. O conhecimento parado não leva a lugar algum, e por isto, no dia 19, sexta-feira, vamos realizar uma exposição na Livraria Alternativa Cultural", adianta Puf.
Antes programada para acontecer somente no dia 19, das 18h às 21h, a exposição foi estendida também para o dia 20, a partir das 13h. Segundo Puf, além de graffitis, vão estar expostos também stickers e lambe-lambes. "Estamos recebendo trabalhos de artistas do mundo inteiro. Já recebemos stickers da Alemanha, Japão, Canadá, Espanha, Estados Unidos", comemora.

 Estúdio Puf Capitão Caverna - Foto: Ana Paula Neves

Nos tempos das cavernas - Questionado sobre como a arte de rua entrou em sua vida, este uberabense lembra que foi muito cedo. "Tinha uns 10 anos, e assisti a um filme que mudou minha vida. Trata-se do Beat Street, que mostrava a cultura do hip hop em Nova York. No ano de 1990, meu tio de Ribeirão Preto, que colecionava vinis, gravou em fita cassete Thaíde e Código 13 pra mim. Fiquei louco", pontua. Depois, de acordo com Puf, vieram Racionais MC's e Gabriel o Pensador. "Já circulava aqui a cultura hip hop", observa.
Mas uma boa lembrança para ele, é de sua professora Adelina. Encantado com a cultura hip hop, Puf mostrou a ela uma letra de um rap que havia feito. A educadora então disse a ele que tinha um menino no período noturno, na mesma escola, que se chamava Alessandro, e que tinha um grupo de rap. "Ela dizia pra mim que a poesia era linda, e que tinha que mostrar para ele", conta. Puf recorda que então o procurou e conheceu o "Infratores do Sistema", um grupo de rap. Neste momento, este artista foi descobrindo o que era o hip hop.
Perguntado se ele considera hoje o movimento, o mesmo, Puf fala com firmeza que não. Afirma que a temática atualmente é mais pop que autêntica. "Perdeu aquela peculiaridade underground", lamenta.

Estúdio Puf Capitão Caverna - Foto: Ana Paula Neves

  Estúdio Puf Capitão Caverna - Foto: Ana Paula Neves

Intimidade - E suas grandes referências???? "Leonardo", respondeu com muita intimidade e de bate-pronto. Fico então analisando quem seria Leonardo... Um amigo, um professor, um tio... De repente, Puf fala de outras influências, como Monet, Rembrandt, Renoir, Kandinsky, frisando que este último é muito psicodélico, com certas dificuldades até de chegar à sua obra de uma maneira plena.
Deu o start!!! Pergunto então se Leonardo é o da Vinci. "Sim. Ele era demais. Ele mudou a história da arte. Até mesmo seu "mestre", Verrocchio, deixou de pintar por causa de um episódio protagonizado por Leonardo (e ele fala de novo de maneira muito íntima - risos). No ateliê de Verrocchio, a produção de pinturas era feita por seus alunos. Dizem que Leonardo, na obra de arte, O Batismo de Cristo, foi quem pintou o jovem anjo da esquerda que segura a túnica de Jesus. Foi de uma maneira tão superior, que o cara (Verrocchio) nunca mais pintou", diz com brilho nos olhos.


Foto: Ana Paula Neves

Vá lá - Não percam, na Livraria Alternativa, no dia 19, das 18h às 21h, e no dia 20 de abril, a partir das 13h, a Exposição de Graffitis, Stickers e lambe-lambes. Participe da I Semana de Arte Urbana de Uberaba. A Alternativa fica na rua Major Eustáquio, 500.
Puf ainda pediu que não esquecesse da responsável pela exposição, Marina Scalon. "Conversamos muito, e chegamos a este formato. Ela foi fundamental para o acontecimento desta mostra", afirma.
Mas Marina Scalon é outra história. Em breve aqui, neste espaço.

A GENTE QUER COMIDA, DIVERSÃO E ARTE

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Cachorro de três pernas?!!!! Mas que palhaçada


Intrigante!!! Comovente este espetáculo, que mescla humor e drama

Fotos: Alexandre Galvão



Desrespeito, indiferença, abandono, fragilidade do corpo... Você leitor, ou alguém próximo já pode ter passado por isto. Na realidade, uma qualificação desta, é sinônimo da outra. No fundo, todos já viveram ou presenciaram!!! Cada vez mais, o ser humano se afasta de seus valores, e esquece toda a essência, o que é humano.
Para falar disto tudo, “rindo ou chorando”, a Cia. UNO estreia “O Cachorro de Três Pernas”, texto inédito de Eid Ribeiro. No elenco estão Luiz Hozumi, Mayron Engel e Rodrigo Chagas. A direção é de Fábio Furtado.O espetáculo acontece dias 20 e 21 de abril, às 20h, no Teatro Sesiminas, localizado na praça Frei Eugênio 231. 
A trama se desenvolve em uma clínica de repouso, onde dois estropiados palhaços, Rafa e Rufo, se encontram. Fora dos picadeiros, com muita desilusão, eles lamentam da vida gasta, das doenças e de todas as crises provenientes da grande experiência vivida. Não se iluda. Não haverá só choro, mas muitas risadas!!! O diálogo é tragicômico. Em solitários bancos da clínica, as recordações da lona ganham vida.  E aí, em meio a exames, remédios e lembranças do picadeiro, surge a história de um cachorro de três pernas.


A Cia – Fundada em 2007, pelos artistas Mayron Engel e Rodrigo Chagas, a Cia. UNO mostra neste espetáculo o seu amadurecimento nas técnicas cênicas, que misturam circo e teatro. Claro!!! Afinal, estes dois passaram por muita pesquisa e criação em arte circence, nos decorrer destes anos.
Em 2008 foi criado o “Micobalance”, um número de acrobalance, que misturava teatro e comicidade, que além de circular pela terra da Farinha Podre, ainda participou de muitos festivais da região.
Em 2009 foi a vez de “Um Anjo Caído”;  em 2010, “Intriga entre duas cadeiras”;  "Imagine"; e "Intervenções de Rua"; e em 2011, "Reciclowns", espetáculo que trata sobre reciclagem, sustentabilidade e meio ambiente de forma lúdica com técnicas circenses, dança e teatro.
Enfim, em meio a acrobacias, malabares, a Cia. UNO continua seus aprimoramentos em dança, circo, música, festivais artísticos em geral, dando continuidade a busca de uma formação em diversas áreas para fomentar e desenvolver um processo circense com maturidade, conteúdo e técnica.
Apesar de lidar com as dificuldades em conseguir patrocínio, os integrantes da Cia realizam um trabalho de “formiguinha” para divulgar a peça, e garantem que vão fazer de tudo sempre, para movimentar, cada vez mais o cenário cultural de Uberaba.

Lembrando – Os ingressos podem ser adquiridos com antecedência na Alternativa Cultural, localizada na rua Major Eustáquio, 500; e na bilheteria do teatro Sesiminas, que fica na praça Frei Eugênio, 231. Os telefones são (34)-3333-6824 e (34)-3322-2021, respectivamente.



Ficha Técnica: 
Direção: Fábio Furtado
Texto: Eid Ribeiro
Elenco: Luiz Hozumi, Mayron Engel, Rodrigo Chagas
Assistência e preparação de atores: Rodrigo Chagas
Iluminação: Alexandre Galvão
Ass. de Iluminação e Som: Diógenes Marques
Cenário e Figurino: Fábio Furtado
Confecção de figurino: Rogério 
Confecção de cenário: Nilson 
Produção: Cia. UNO
Fotos: Alexandre Galvão


terça-feira, 2 de abril de 2013

VACA VERDE ACENDEU A LUZ AZUL!!!!




Hoje é um dia especial.
Vaquinha Verde está azul para participar da campanha de conscientização do autismo, uma síndrome que afeta 1% dos brasileiros. Dia 02 de Abril é o Dia mundial da Conscientização pelo Autismo e essa data foi definida pela ONU com o objetivo de chamar atenção das autoridades governamentais, da mídia e da população mundial para esse tema que é tão pouco divulgado no dia a dia.
O Autismo é um Transtorno Global do Desenvolvimento (também chamado de Transtorno do Espectro Autista), caracterizado por alterações significativas na comunicação, na interação social e no comportamento da criança.
Essas alterações levam a importantes dificuldades adaptativas e aparecem antes dos 03 anos de idade, podendo ser percebidas, em alguns casos, já nos primeiros meses de vida.
As causas ainda não estão claramente identificadas, porém já se sabe que o autismo é mais comum em crianças do sexo masculino e independente da etnia, origem geográfica ou situação socioeconômica.
A cor azul foi escolhida para representar o autismo a partir de uma campanha internacional feita nos Estados Unidos, por uma ONG chamada Autism Speaks, que criou a campanha “Light it up blue!” (Vamos acender uma luz azul!) e propõe às pessoas acenderem um monumento em sua cidade com a cor azul, vestirem roupas azuis, enfeitarem suas casas com uma decoração nesses tons e com isso, chamar atenção e o interesse de todos para esse fenômeno, despertando a curiosidade e o interesse das pessoas sobre o motivo da predominância dessa cor! No Brasil o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro e a Ponte Estaiada, em São Paulo, são alguns dos monumentos que aderiram a campanha.
A partir desse movimento azul, termos abertura para conscientizar as pessoas com informações a respeito do autismo e assim conseguimos combater o preconceito e ainda aumentar o número de diagnósticos precoces, tornando mais eficaz o tratamento das pessoas com essa síndrome.
Ainda não há um censo que determine o número de autistas em nosso país, porém a ONU  estima que existam dois milhões e esse número não para de crescer. Para termos idéia basta pensarmos que a quantidade de autistas no nosso país é 5 vezes maior que a de pessoas com Síndrome de Down.   Nos Estados Unidos já se fala em dados como 1 autista para cada 50 pessoas fora do espectro, uma estatística que cresce assustadoramente. Infelizmente ainda não se tem  o investimento ideal em pesquisas sobre o tema e portanto não se sabe o motivo desse aumento.
Apesar dessa Síndrome não ter cura, ela é totalmente tratável. Uma pessoa, sendo diagnosticada precocemente, poderá ter uma vida normal, estudando,  trabalhando e constituindo família.
Há vários tipos de tratamentos terapêuticos  como o ABA, TEACCH, Floor Time, Son Rise e  um, o protocolo DAN (Defeat Autism Now – Derrote o autismo agora), que envolve inclusive a organização do sistema orgânico como um todo, não apenas o cérebro.
Não há um exame que detecte o autismo e é preciso fazer uma avaliação completa da criança para se chegar a um diagnóstico, que deve ser feito por uma equipe de profissionais especializados.
A avaliação não é feita em um único atendimento, é um processo que deve ter acompanhamento contínuo. Essa avaliação também vai indicar o tratamento mais adequado para cada pessoa, e deve ser refeita periodicamente para acompanhar sua evolução.
É muito importante identificar os chamados “sinais ou traços autistas” o quanto antes! Assim é possível realizar intervenções precoces, fundamentais para auxiliar à família e a criança
em suas dificuldades. Mesmo sem um diagnóstico fechado, a família, percebendo um atraso em determinada capacidade, deve intervir o quanto antes com os profissionais necessários.
Abaixo, há uma lista de características que indicam sinais de autismo:
• O relacionamento com outras pessoas pode não despertar seu interesse;
• Age como se não escutasse (ex. não responde ao chamado do próprio nome);
• O contato visual com outras pessoas é ausente ou pouco freqüente;
• A fala é usada com dificuldade, ou pode não ser usada;
• Tem dificuldade em compreender o que lhe é dito e também de se fazer compreender;
• Palavras ou frases podem ser repetidas no lugar da linguagem comum (ecolalia);
• Movimentos repetitivos (estereotipias) podem aparecer;
• Costuma se expressar fazendo gestos e apontando, muitas vezes não fazendo uso da fala.
• As pessoas podem ser utilizadas como meio para alcançar o que quer;
• Colo, afagos ou outros tipos de contato físico podem ser evitados;
• Pode não demonstrar envolvimento afetivo com outras pessoas;
• Pode ser resistente a mudanças em sua rotina;
• O que acontece a sua volta pode não despertar seu interesse;
• Parece preferir ficar sozinho;
• Pode se apegar a determinados objetos;
• Crises de agressividade ou auto-agressividade podem acontecer.
Se perceber a combinação de alguns desses sinais acima, procure seu pediatra para que ele te oriente a buscar ajuda específica.
Agora que você já sabe um pouquinho sobre o autismo, vista azul e espalhe a informação! Muitas famílias podem ter um autista em casa e não terem consciência disso. Uma pesquisa nos Estados Unidos mostrou muitos casos com diagnósticos fechados apenas quando a criança completou sete anos. Além disso, quanto maior é a informação, menor é o preconceito.
Se ficou interessado e quer saber mais, acesse www.estouautista.com.br e curta a página www.facebook.com/ estouautista
Você é peça fundamental para a conscientização!
Texto de Karla Coelho e Luiza Coelho
Do blog Muh. Vale a pena visitar. Clique aqui